segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Chapéu pra tirar foto
Agora virou rotina a Laís me pedir o chapéu e arrastar a irmã: "Tirar foto! Tirar foto!" Até de camisola...
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Primeiro dever de casa
No primeiro dever de casa elas foram disciplinadérrimas... Fizeram questão de verificar se as figuras não estavam de cabeça para baixo , de perguntar se estava certo antes de colar e de só aceitar que terminou quando esgotou-se o espaço da folha do caderno . Em seguida , não se fizeram de rogadas e exigiram um novo dever , tive de inventar na hora e recortar uns bichos para satisfazer a sede de aula das pequerruchas. A pesquisa era da cor vermelha , mas volta e meia Ísis levanta um objeto de qualquer cor e grita : “É azul !”
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
LAÍS E ÍSIS NA ESCOLA
JARDIM ESCOLA TIA LEILA: PARTE 1 -LEITURA PRA TODAS AS IDADES - EDUCAÇÃO IN...: "EM NOSSAS TURMAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL DE 2 E 3 ANOS, JÁ INICIAMOS O CONTATO DOS PEQUENOS COM A LITERATURA, PARA QUE AO CHEGAREM ..."
LAÍS E ÍSIS NA ESCOLA
JARDIM ESCOLA TIA LEILA: PARTE 1 -LEITURA PRA TODAS AS IDADES - EDUCAÇÃO IN...: "EM NOSSAS TURMAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL DE 2 E 3 ANOS, JÁ INICIAMOS O CONTATO DOS PEQUENOS COM A LITERATURA, PARA QUE AO CHEGAREM ..."
sábado, 19 de fevereiro de 2011
A lua de Ísis
domingo, 23 de janeiro de 2011
O sequestro do Pessoa
Manhã de Natal
domingo, 26 de dezembro de 2010
Rituais natalinos
sábado, 25 de dezembro de 2010
domingo, 19 de dezembro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Canseira...
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Repetição...ou não? (Síndrome do papagaio)
Bem, estou mais calma e aceitando melhor algumas coisas... As generalizações continuam e temo me cansar se ficar repetindo incessantemente que aquele animal não é au-au, e sim jacaré, passarinho ou macaco. Para as duas, todo animal é au-au, toda criança é neném, tudo que tem tecla merece um alô e ponto final. Apesar de trabalhar com educação, acho uma chatice ficar repetindo sem parar as palavras para que depois elas mostrem para os outros o que aprenderam... Parece que todo mundo que se aproxima fica querendo testar os conhecimentos da criança, mal nasceu e já está inscrita no vestibulinho: tem que saber dizer quantos anos tem, as cores, os números, etc e tal. Me aconselharam a comprar uns DVDs malucos que ficam repetindo sem parar as mesmas palavras para estimular a fala de bebês. Os tais já ganharam até prêmio! É tão bom que a palavra falada não casa com a imagem mostrada, e repete sem parar sem relacioná-la a alguma coisa que tenha lógica. Como nada é totalmente ruim, aparecem alguns (poucos) quadros lindos de pintores famosos e a música é clássica, igualmente linda! Laís relaxou que é uma beleza, mas acredito que para aprender as cores, não serviu! Comprei uns lápis coloridos e peço para elas pegarem esta ou aquela cor, mas não quero me estressar mais com isso. As palavras tem de aparecer naturalmente, a partir das situações vividas. Só assim farão sentido e serão, de fato, aprendidas. Vale lembrar que elas são crianças, não PAPAGAIOS!
sábado, 24 de julho de 2010
Pílulas de mãe
2. A febre as faz mais sonolentas e carinhosas. No lugar da agitação, curtem aninhar-se no nosso colinho... três dias de puro aconchego...
3. Inútil distraí-las para que não prestem atenção nos episódios do CSI (o pai vê todos os dias), outro dia Ísis imitava o psicopata da tela, que parecia uma cobra com a língua de fora.
4. Tanta gente querendo perder peso por aí (inclusive eu!) e a Laís consegue fácil esta proeza, a cada consulta ela perde mais um tiquinho. Aposentamos o Sustagen e a pediatra receitou Fortin. É hipercalórico, tão bom que ela toma na mamadeira e recusa o almoço... Ô dificuldade!
5. A conta da farmácia tá maior que o Everest!
terça-feira, 20 de julho de 2010
Desespero em se comunicar
Ísis resolveu me bater, puxar meu cabelo e me morder quando quer alguma coisa. O que dói (literalmente) é não sabermos o que é. Na maioria das vezes, fome, e é normalmente inútil pedirmos para que ela fale o que quer... "Fala, filha, o que você quer?" O engraçado é que ela já diz muita coisa, mas suponho que seja apenas por repetição, não porque entendeu realmente o que aquilo significa, ainda que só repita determinadas expressões nas situações certas. Será que, por nervosismo ou desespero, não consegue raciocinar na hora? Estão novamente doentinhas, e sem comer quase nada, vomitando a torto e a direito, deve dar mesmo um desespero de fome. A Laís abre logo a boca: "Qué mamá!", mas a irmã ainda precisa gritar e bater. Quando fui a uma palestra sobre surdos, a doutora sempre reforçava que eles, de uma maneira geral, mostram-se agressivos antes de aprenderem LIBRAS. O desespero de não conseguir se comunicar é algo impossível de se imaginar, deve ser muito ruim. Nessas horas tento me controlar e entender o lado da minha princesa. Está crescendo, já compreende muita coisa, mas a comunicação ainda é um grande problema pra ela. Crianças mais novas talvez não se desesperem tanto, o entendimento do que acontece em volta ainda é menor. Além disso, ninguém espera que uma criança de um ano ou de meses fale do que está precisando, a nossa cobrança é maior sabendo que ela já tem mais de dois anos... Bem, enquanto isso a gente continua apanhando, tentando adivinhar o que ela quer... mas sem nunca deixar de perguntar mais uma vez: "O que você quer, filha? Fala!"
quinta-feira, 1 de julho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
Em tempos de doença...é lazer zero!!!
Hoje elas voltaram a comer depois de mais dois episódios de infecção. Depois de sete dias a tosse continua à noite e a Laís vomitou hoje novamente. Não posso dar corticóide, eles têm limite de uso – que já foi mais do que ultrapassado. Na emergência a médica constatou otite e amigdalite na Ísis, mas a outra não tem nada, só catarro. Para eles parece algo tão simples, né? Alguma coisinha sem importância que faz a criança tossir o dia inteiro, não deixa dormir à noite e ainda vomitar o leite...é... não parece nada inofensivo. Estou no meu limite. Os episódios estão colados, às vezes elas ficam apenas dois ou três dias saudáveis. O remédio para prevenir custa 150 reais a caixa para cada uma, é um pó, não pode misturar no leite, nem na comida quente... direto na boca é impossível, elas jogam tudo fora vomitando... Quem tiver uma solução que me indique, mas eu estou seriamente pensando em tirar da creche e deixar em casa... Doentes, eu passo os começos de noite limpando vômitos, cocô, medicando, limpando narinas e inventando meios esdrúxulos para fazê-las comer alguma coisa. A madrugada é certa: acalmando tosses e colocando-as em pé, no colo, para facilitar a respiração. Desse jeito, quem agüenta trabalhar no dia seguinte? No fim de semana, é a mesma rotina, só que 24 horas no ar... Lazer zero! Meu lazer é vê-las dançar na frente da TV!
domingo, 23 de maio de 2010
Diário de uma escarlatina II
Amigos e família,
Não sei se ficou claro, mas apesar das postagens recentes, as informações são antigas. Fiquei um tempo desconectada, mas graças aos meus vizinhos estou de volta. No entanto, escrevi e guardei muita coisa, que estou publicando agora. Portanto, as datas a serem consideradas são as que estão no corpo da mensagem, ok?
Beijos.

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ANIVERSÁRIO EM PEQUENO ESTILO
Sábado, 27 de março de 2010.
Hoje é aniversário das duas e, como Laís ainda não está liberada para a vida lá fora até o fim do antibiótico, faltamos à festa da minha irmã de 6 anos (ela faz anos no mesmo dia) e resolvemos fazer uma festinha particular, só para nós quatro. Pendurei o painel que a tia Vanessa comprou para enfeitar a festa da escola (acabou não rolando), fiz brigadeiro de colher e compramos um bolo. Papai deu um jeito de posicionar a filmadora sem que ninguém precisasse pilotá-la a fim de registrar cada momento do parabéns. Foi difícil chamar a atenção delas para a foto, os coelhinhos do painel estavam mais interessantes. É impressionante como elas se divertiram... Bateram palmas, cantaram, comeram tudo, fizeram bagunça e ficaram tristes de me ver desmontar a parafernália. Laís não queria sair da mesa de jeito nenhum. Mesmo depois de tudo desfeito, ela voltou a sentar na cadeira (alta demais pra ela) e acabou caindo no segundo em que me virei para preparar a última mamadeira da noite. A máquina fotográfica trabalhou pouco hoje, depois de umas poucas fotos, só resolveu voltar a funcionar quando as pimpolhas já estavam dormindo. Bem, elas curtiram tudo, provando que festa de aniversário é sempre importante para qualquer criança, por menor que ela seja, e está tudo registrado, como manda o figurino. Isto é o que eu chamo de uma festa só para os íntimos, o resto é conversa. Uma pequena comemoração para uma pequena família.
Sábado. 03 de abril de 2010.
A doença, para nossa surpresa, segue seu curso e, quando pensávamos já termos nos livrado dela, a danada nos mostrou as garras. O corpo da Laís continuou descamando, começando nas partes ainda não atingidas, as mãos e pés. Uma colega de trabalho já havia me alertado sobre este fato, mas eu, diante da melhora evidente, não levei muita fé. A pediatra solicitou que ela permanecesse em casa até o fim destes sintomas e pediu que a gente controlasse a alimentação, o mais natural possível (ela não gostou nada quando eu disse que as duas comeram chocolate no aniversário). Eu voltando a trabalhar, fica meio complicado, elas devem ficar com o pai até as mãos da Laís descamarem totalmente. Com a movimentação intensa, a pele acaba saindo mais cedo do que devia, quando a de baixo ainda está sensível. Tenho feito massagens com óleo hidratante, como fiz no resto do corpo, mas nas mãos é esquisito, a pele é mais grossa, não funciona muito. Depois do banho é que fica molinha e acaba saindo naturalmente. Nos pés não sei o que fazer, passar óleo não dá, não sei se deixo de meia... Bem, ela odeia meia, vai acabar tirando, então a deixo descalça.
Eu pouco tinha ouvido falar de escarlatina, a não ser na música da bailarina, mas desde que minha filha teve, em todo lugar que comentamos o assunto aparece alguém que já teve. Como os médicos disseram, é bem comum, embora geralmente ela se apresente bem mais branda do que foi na nossa fofinha.
RESPEITANDO OS HORÁRIOS
Desde que voltei do hospital estou mantendo os horários da escola e, para minha surpresa, tive de dar razão ao meu marido, que sempre ficava em cima de mim para que eu respeitasse os horários, que seguisse uma rotina rígida... Agora vejo que ele está certo. Desde então não tenho tido problemas com as refeições – elas comem tudo – nem com a hora de dormir – elas dormem cedo. Tenho tido tempo para brincar, tempo pra mim, pra ver televisão e até para ler. Em contrapartida, como casal quase não estamos brigando, porque a maioria das nossas discussões girava em torno de um mesmo ponto: os horários. Como estou os seguindo à risca, são poucos os problemas. Nossas tarefas também estão melhor divididas. Ele prepara o leite da manhã, faz as compras, lava a louça e coloca o lixo fora. Eu preparo a mamadeira da noite, separo a roupa, dou banho e comida. O resto – que não é pouco – fica a cargo de nossas ajudantes e da escola, nos dias de semana. A rotina rígida me fez perceber que as crianças precisam de hora para tudo, e que isto traz tranqüilidade não só pra elas, mas pra gente também. Sem contar que as tarefas cotidianas, depois que você passa um tempo dentro de um hospital, passam a ter um colorido todo especial. Precisei passar por isso pra perceber como é bom estar em família, rir e dançar com minhas filhas, vê-las pular na barriga do pai ou escalar as estantes... Em qualquer lugar por onde eu passe, jamais serei insubstituível, a fila anda no meu trabalho se eu não estiver lá. Mas aqui, na minha casa, eu sou indispensável. Dois a um para o maridão, ele sempre chamava minha atenção pra isso também. Que bom que não dói nada dar o braço a torcer..
Não sei se ficou claro, mas apesar das postagens recentes, as informações são antigas. Fiquei um tempo desconectada, mas graças aos meus vizinhos estou de volta. No entanto, escrevi e guardei muita coisa, que estou publicando agora. Portanto, as datas a serem consideradas são as que estão no corpo da mensagem, ok?
Beijos.
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ANIVERSÁRIO EM PEQUENO ESTILO
Sábado, 27 de março de 2010.
Hoje é aniversário das duas e, como Laís ainda não está liberada para a vida lá fora até o fim do antibiótico, faltamos à festa da minha irmã de 6 anos (ela faz anos no mesmo dia) e resolvemos fazer uma festinha particular, só para nós quatro. Pendurei o painel que a tia Vanessa comprou para enfeitar a festa da escola (acabou não rolando), fiz brigadeiro de colher e compramos um bolo. Papai deu um jeito de posicionar a filmadora sem que ninguém precisasse pilotá-la a fim de registrar cada momento do parabéns. Foi difícil chamar a atenção delas para a foto, os coelhinhos do painel estavam mais interessantes. É impressionante como elas se divertiram... Bateram palmas, cantaram, comeram tudo, fizeram bagunça e ficaram tristes de me ver desmontar a parafernália. Laís não queria sair da mesa de jeito nenhum. Mesmo depois de tudo desfeito, ela voltou a sentar na cadeira (alta demais pra ela) e acabou caindo no segundo em que me virei para preparar a última mamadeira da noite. A máquina fotográfica trabalhou pouco hoje, depois de umas poucas fotos, só resolveu voltar a funcionar quando as pimpolhas já estavam dormindo. Bem, elas curtiram tudo, provando que festa de aniversário é sempre importante para qualquer criança, por menor que ela seja, e está tudo registrado, como manda o figurino. Isto é o que eu chamo de uma festa só para os íntimos, o resto é conversa. Uma pequena comemoração para uma pequena família.
Sábado. 03 de abril de 2010.
A doença, para nossa surpresa, segue seu curso e, quando pensávamos já termos nos livrado dela, a danada nos mostrou as garras. O corpo da Laís continuou descamando, começando nas partes ainda não atingidas, as mãos e pés. Uma colega de trabalho já havia me alertado sobre este fato, mas eu, diante da melhora evidente, não levei muita fé. A pediatra solicitou que ela permanecesse em casa até o fim destes sintomas e pediu que a gente controlasse a alimentação, o mais natural possível (ela não gostou nada quando eu disse que as duas comeram chocolate no aniversário). Eu voltando a trabalhar, fica meio complicado, elas devem ficar com o pai até as mãos da Laís descamarem totalmente. Com a movimentação intensa, a pele acaba saindo mais cedo do que devia, quando a de baixo ainda está sensível. Tenho feito massagens com óleo hidratante, como fiz no resto do corpo, mas nas mãos é esquisito, a pele é mais grossa, não funciona muito. Depois do banho é que fica molinha e acaba saindo naturalmente. Nos pés não sei o que fazer, passar óleo não dá, não sei se deixo de meia... Bem, ela odeia meia, vai acabar tirando, então a deixo descalça.
Eu pouco tinha ouvido falar de escarlatina, a não ser na música da bailarina, mas desde que minha filha teve, em todo lugar que comentamos o assunto aparece alguém que já teve. Como os médicos disseram, é bem comum, embora geralmente ela se apresente bem mais branda do que foi na nossa fofinha.
RESPEITANDO OS HORÁRIOS
Desde que voltei do hospital estou mantendo os horários da escola e, para minha surpresa, tive de dar razão ao meu marido, que sempre ficava em cima de mim para que eu respeitasse os horários, que seguisse uma rotina rígida... Agora vejo que ele está certo. Desde então não tenho tido problemas com as refeições – elas comem tudo – nem com a hora de dormir – elas dormem cedo. Tenho tido tempo para brincar, tempo pra mim, pra ver televisão e até para ler. Em contrapartida, como casal quase não estamos brigando, porque a maioria das nossas discussões girava em torno de um mesmo ponto: os horários. Como estou os seguindo à risca, são poucos os problemas. Nossas tarefas também estão melhor divididas. Ele prepara o leite da manhã, faz as compras, lava a louça e coloca o lixo fora. Eu preparo a mamadeira da noite, separo a roupa, dou banho e comida. O resto – que não é pouco – fica a cargo de nossas ajudantes e da escola, nos dias de semana. A rotina rígida me fez perceber que as crianças precisam de hora para tudo, e que isto traz tranqüilidade não só pra elas, mas pra gente também. Sem contar que as tarefas cotidianas, depois que você passa um tempo dentro de um hospital, passam a ter um colorido todo especial. Precisei passar por isso pra perceber como é bom estar em família, rir e dançar com minhas filhas, vê-las pular na barriga do pai ou escalar as estantes... Em qualquer lugar por onde eu passe, jamais serei insubstituível, a fila anda no meu trabalho se eu não estiver lá. Mas aqui, na minha casa, eu sou indispensável. Dois a um para o maridão, ele sempre chamava minha atenção pra isso também. Que bom que não dói nada dar o braço a torcer..
terça-feira, 6 de abril de 2010
Diário de uma escarlatina
Laís está internada com diagnóstico inicial de escarlatina. Pensávamos que não voltaríamos tão cedo aos corredores de um hospital, mas não houve jeito. Já completamos dois dias aqui e só hoje conseguimos desfrutar de uma pontinha de alívio. O quadro era tão feio que era impossível não entrar em desespero. Ela não tinha forças sequer para se sentar, e chorava a qualquer tentativa de tocar sua pele, que parecia queimada de sol. A pediatra também quis descartar a possibilidade da doença de Kawasaki (não sei como se escreve, depois pergunto ao Dr. Google) por isso pediu um ecocardiograma e a avaliação de um reumatologista. O eco deu normal, e o reumato ainda não veio. Acho que esta suspeita não vai se confirmar, ela está sem febre desde hoje cedo. -Ísis permaneceu em casa com a avó. Não pegou por pouco, estava tomando antibiótico por conta de um impetigo surgido no furo da orelha. - Os médicos e enfermeiros só adentram nosso quarto usando máscaras, mas os parentes e amigos que vieram visitar não demonstraram medo nenhum. Hoje, distraída com a lousa mágica que ganhou da tia-avó, Laís conseguiu suportar o incômodo do antibiótico na veia. Já brinca, os olhos desincharam, está menos vermelha e não reclama mais quando a tocamos. A pele descama em demasia, e afasta aquela “carinha de doente” que nos fazia tremer de medo de perdê-la. No entanto, sabemos que ainda há uma caminho a percorrer em direção a um completo restabelecimento, mas já não choro só de examinar seu rostinho... Meu olhar agora é de alegria, procuramos brincar com ela e esquecer que, de agora em diante, o mais importante é fazer com que este momento seja o menos doloroso possível... Quem sabe amanhã estaremos de volta para casa?
Domingo, 21 de março de 2010.
Estamos em casa. No carro, a caminho de casa, Laís não podia conter sua gargalhada, ficou radiante de ver o sol. Depois de quatro dias enclausurada, até eu perdi a noção da vida lá fora. Você não sabe se está chovendo, se está calor ou frio... No entanto, eu agradeci a Deus por ter ficado tão pouco tempo. Algumas mães passam seus dias e noites direto em hospitais. Peço perdão por ter reclamado.
Terça-feira, 23 de março de 2010.
Laís está bem melhor, a única coisa que a incomoda agora são as roupas, já que seu corpo está todo descamando e o calor reina. (Lá no hospital ela ficava no ar condicionado o dia inteiro, mas aqui em casa não dá. Na verdade também não queremos, nem eu nem ela. Ficamos tempo suficiente a janelas fechadas, sem sentir brisa nem ver a luz do sol. O pai ainda saía, mas eu sequer desci ao andar térreo) Portanto, ela só quer ficar assim: PELADA. E com a fralda arriada até o meio do bumbum. Volta e meia está se coçando e arrancando as pelinhas. Até a Ísis tem se ocupado em descascar a irmã.
Quinta-feira, 25 de março de 2010.
O antibiótico que a Laís está tomando é um veneno pra mim. Antes o receitado foi a amoxacilina, mas eu também sou alérgica. Não houve jeito. Tenho que dar claritromicina duas vezes ao dia. Ela não é muito boa de tomar nem vitamina C, que dirá qualquer outra coisa que não seja sorvete de creme, único doce que ela gosta. Fora a preferência pelo sabor salgado, Laís também tem como característica sua imensa força. Na madrugada era necessário às vezes três enfermeiras para segurá-la. Eu nem tento, chamo logo o pai. É ele quem segura para tirar sangue, levou pra furar a orelha... Nestas horas eu só faço chorar. Só que hoje, infelizmente, ele não estava e eu levei uma bela cusparada dentro do nariz! Mais cinco minutos e... pronto! A minha garganta já estava grossa, arranhando. Deixei as duas com a avó e corri para o hospital. Invadi a enfermaria, nem deu tempo de esperar o médico me chamar, tamanho o meu desespero. Edema de glote não era o melhor jeito de me lembrar daqui a algum tempo que a minha filha, aos dois anos, era campeã em cuspe a distância. Agora à noite, improvisei uma máscara usando uma toalhinha de mão e uma tiara. Aquelas que são vendidas nas farmácias são feitas de TNT e confesso que pensei: “E se alguma gotinha ultrapassa o tecido?” Quem já teve uma reação alérgica desse porte entende a minha neurose... Aos outros, eu desejo que nunca passem por isso. E, novamente, agradeço a Deus: ainda bem que a reação foi em mim, e não na minha filha! Já pensou? Ela ainda nem sabe falar...
Sexta-feira, 26 de março de 2010.
Domingo, 21 de março de 2010.
Estamos em casa. No carro, a caminho de casa, Laís não podia conter sua gargalhada, ficou radiante de ver o sol. Depois de quatro dias enclausurada, até eu perdi a noção da vida lá fora. Você não sabe se está chovendo, se está calor ou frio... No entanto, eu agradeci a Deus por ter ficado tão pouco tempo. Algumas mães passam seus dias e noites direto em hospitais. Peço perdão por ter reclamado.
Terça-feira, 23 de março de 2010.
Laís está bem melhor, a única coisa que a incomoda agora são as roupas, já que seu corpo está todo descamando e o calor reina. (Lá no hospital ela ficava no ar condicionado o dia inteiro, mas aqui em casa não dá. Na verdade também não queremos, nem eu nem ela. Ficamos tempo suficiente a janelas fechadas, sem sentir brisa nem ver a luz do sol. O pai ainda saía, mas eu sequer desci ao andar térreo) Portanto, ela só quer ficar assim: PELADA. E com a fralda arriada até o meio do bumbum. Volta e meia está se coçando e arrancando as pelinhas. Até a Ísis tem se ocupado em descascar a irmã.
Quinta-feira, 25 de março de 2010.
O antibiótico que a Laís está tomando é um veneno pra mim. Antes o receitado foi a amoxacilina, mas eu também sou alérgica. Não houve jeito. Tenho que dar claritromicina duas vezes ao dia. Ela não é muito boa de tomar nem vitamina C, que dirá qualquer outra coisa que não seja sorvete de creme, único doce que ela gosta. Fora a preferência pelo sabor salgado, Laís também tem como característica sua imensa força. Na madrugada era necessário às vezes três enfermeiras para segurá-la. Eu nem tento, chamo logo o pai. É ele quem segura para tirar sangue, levou pra furar a orelha... Nestas horas eu só faço chorar. Só que hoje, infelizmente, ele não estava e eu levei uma bela cusparada dentro do nariz! Mais cinco minutos e... pronto! A minha garganta já estava grossa, arranhando. Deixei as duas com a avó e corri para o hospital. Invadi a enfermaria, nem deu tempo de esperar o médico me chamar, tamanho o meu desespero. Edema de glote não era o melhor jeito de me lembrar daqui a algum tempo que a minha filha, aos dois anos, era campeã em cuspe a distância. Agora à noite, improvisei uma máscara usando uma toalhinha de mão e uma tiara. Aquelas que são vendidas nas farmácias são feitas de TNT e confesso que pensei: “E se alguma gotinha ultrapassa o tecido?” Quem já teve uma reação alérgica desse porte entende a minha neurose... Aos outros, eu desejo que nunca passem por isso. E, novamente, agradeço a Deus: ainda bem que a reação foi em mim, e não na minha filha! Já pensou? Ela ainda nem sabe falar...
Sexta-feira, 26 de março de 2010.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
De brinquinho!
Quando as duas nasceram, bem que tentamos furar as orelhinhas, mas o medo bateu à porta mais uma vez. Na clínica de vacinação, a enfermeira disse que a dona do estabelecimento proibia esta prática, pois o barulho da pistola fazia mal às crianças... O preço em outros lugares era uma quantia pra lá de astronômica, o que desanimou mais ainda, junto com o dó e as penas do ouvido sensível de nossas prematurinhas. Hoje já maduras, em pé, levamos as duas na farmácia ao lado - nossa vizinha de porta nos indicou um rapaz muito expriente na coisa - para realizar o sonho de seu pai, que já estava azucrinando meus ouvidos de tanto pedir, queria vê-las de brinquinho... Fiquei no balcão enquanto o pai entrou com a Laís. A-PA-VO-RAN-TE!!! Alguns minutos depois o choro era tanto que eu decidi entrar, pronta para assumir meu arrependimento. Mas já estava no fim. Ela, vermelha, em soluços, inchada, precisou de mais um tempo no colo do pai para se acalmar. Já eu,uma pilha por dentro, tentava conversar com os funcionários para ver se me distraía, mas de pouco adiantou. Do jeito que sou, e quem me conhece sabe, não demonstrei, sentir já estava de bom tamanho. Ísis deu menos trabalho, mas depois ficou chorosa e querendo cutucar o brinco o tempo todo. Subi as escadas tecendo meu verbo interno: "Eu não devia ter feito isso..." Elas estão felizes, bonitas, mas continuo funcionando à base de um combustível nada barato: o medo. O anti-séptico tem anestésico e já pintou nova neura:será que elas são alérgicas a esta substância? Se tem ou não fundamento, vamos esperar para ver. Depois eu conto...
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
IN-TENSO (OU VIGÍLIA)

Tudo mais in-tenso
os ódios
e remorsos
as letras das canções
os acessos de raiva
e o tamborilar dos dedinhos
nos meus
ao sabor das notas
que tocam
e me tocam
agora mais in-tensa
e imensa-mente.
Os pingos de chuva
as tintas
que pintam as
palavras do meu dia
ou as telas
da minha parede.
Há quem observe
atenta-mente
o que era objeto
só meu
de contemplar.
Há quem ame
escute
cante
sorria
comigo.
E vire o seu olhar
na mesma direção
que o meu.
E de longe enxergue
algo que ninguém viu
mas eu vi
a quatro pequeninos olhos
emprismesmados
nas suas mais di-versas
formas:
num achegar-se de ombros
ou num choro sentido
que para
apertado no
a-braço
quente, só de
pegá-la nos braços
e esquecer tudo
que ninguém viu
mas eu vi
num tamborilar de dedos
ao som de uma canção
qualquer.
(Dia 30 de dezembro de 2009, depois que Laís, ao som de Vigília, observava a tela que ganhei de Natal na minha parede alta. Ao mesmo tempo, tamborilava os dedinhos nos meus, no ritmo da canção. Depois pegou seu paninho, aninhou-se no meu colo e dormiu.)
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Reflexo no espelho

Os filhos são o reflexo dos pais no espelho? Talvez sejam, mas na água, não só invertido, mas turvo e principalmente, em movimento di-verso.
Meu pai gosta de ler jornal e revista, de ouvir música e é cinéfilo de carteirinha. Eu também. Minha mãe adora programa de entrevistas, espetáculos de dança e lê todo dia antes de dormir. Eu também.
Estudei música e abandonei, comecei tarde a realizar o sonho do meu pai, que não passou de apreciador. Prestei vestibular para cinema e não passei. Também dancei balé dos 7 aos 12 anos, mas não fui além disso.
Escrever e ler, no entanto, para mim é como colocar oxigênio para dentro e gás carbônico para fora, é vital. Meu avô tinha uma biblioteca com uma estante que ia até o teto. No entanto, todos os netos passaram por ali e nenhum coleciona pilhas de livros como eu.
Hoje minhas filhas já vão fazer dois anos, não sabem falar ainda, demoraram para andar, mal seguram a mamadeira sozinhas... Mas há algo que elas fazem com extrema maestria: folheiam as páginas dos meus, dos seus e dos nossos livros como ninguém, sem amassá-las ou rasgá-las. Não é que não haja livros rasgados. Como são a principal diversão aqui em casa, as duas brigam por eles, o que acaba causando os estragos. Mas os livros continuam, sempre, acessíveis. Há quem me condene por isso, dizendo que assim elas não aprenderão a conservá-los, mas discordo. Maior prejuízo é ficar longe deles. Mais tarde, tenho certeza que elas terão suas estantes de tesouros e sairão sempre à caça de outros. Como eu.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Escovando os dentinhos
Nunca pensei que fosse tão difícil escovar os dentes de uma criança pequena. Abandonei as dedeiras quando elas começaram a morder meu dedo direto! De dedo roxo, comprei duas escovinhas lindas! O creme dental sem flúor vai direto pra dentro, elas engolem, deve ser gostoso (confesso que nem provei). Quando havia só dentes na frente era mais fácil, mas agora... Os de trás elas reclamam de escovar, trancam a boca e não há quem abra! Então, dei meu jeito, pego a minha escova de dentes, fico em frente às duas para que elas imitem meus movimentos. Os vizinhos que me veêm da janela devem pensar que sou maluca, porque as caretas que faço são muitas... As duas morrem de rir, mas imitam. Até que deu certo. Difícil é tirar a escova da mão delas depois disso, é um tal de passar no cabelo, mastigar as cerdas...vira brinquedo. É o jeito, fazer o quê?
sábado, 28 de novembro de 2009
Dodói de uma, dodói de outra
Agora foi a Ísis que caiu doentinha. Pegou a mesma virose da irmã. Mesmo que a gente tente protegê-las e evitar muito contato, é inevitável, as duas acabam ficando doentes ao mesmo tempo ou logo depois. Desde que elas nasceram, acontece direto. Geralmente dois ou três dias depois uma gêmea tende a companhar a outra nos dodóis da vida. Já estão acostumadas a dividir tudo, dividem os remédios também. Neste caso foi diferente, a segunda demorou a apresentar os sintomas, mais de uma semana depois. Ainda bem que foi no fim de semana e de maneira bem mais leve. Já pensou ter de faltar ao trabalho duas semanas seguidas? A pediatra já tinha receitado uma fórmula homeopática pra tratar a febre da primeira, então, nem pensei duas vezes: dei logo, ao menor sinal de aumento na temperatura. Funcionou, ela nem chegou a 38º, muito menos perto do febrão que a irmã teve. Isso já tem três dias e até agora não precisei lançar mão do antitérmico. Ela já tinha consulta marcada mesmo, para renovar o remédio da homeopatia, caiu como uma luva. Temo que isto aconteça mais vezes quando as duas entrarem na escolinha. Dizem que é uma virose atrás da outra. Será? Ou depende da imunidade de cada criança. É uma questão para se investigar...
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Quem segura o medo?

Minha Laís acaba de sair de um febrão e não fiz outra coisa a não ser sentir medo, esses três dias. O cansaço corre ao lado, falta de descanso tanto à noite quanto de dia. A pediatra estava calma depois que a viu, mas confessou que também se assustou. De qualquer modo, tomei uma decisão de não ficar mais sofrendo e levar direto no pronto socorro para fazer os exames. Ficar acordada até a fim do efeito do antitérmico é de desgastar qualquer um. Ainda mais neste caso, que o remédio estava a deixando apenas com febre mais baixa, não estava voltando à tempertaura normal. Haverei de superar estes medos? Acho que não. Prematuras como são, os medos me assaltam de tal maneira que até os passeios me causam temor: acidentes na Brasil, desidratação, choque térmico, afogamento, quedas... O que mais me assusta? Tudo! Sem contar na culpa que sinto por ter vontade de estar trabalhando... Serei eu uma mãe normal? Eu me canso, as outras mães parece que não, mas eu sim e tenho uma baita saudade do trabalho quando tenho de ficar em casa... Quem quiser, que atire a primeira pedra...
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Jardim en-cantado


Sou um jardim comum,
mas de dentro de mim
brotaram
duas flores muito especiais.
Mais precisamente
numa tarde de março,
ensolarada,
em meio a muita balbúrdia
e confusão.
Desde aquele dia
ocupo-me de desvendar
seus mistérios
e cuidá-las.
Cada minuto é uma surpresa!
Descubro que cada uma
tem seu jeito de me olhar,
de se chegar a mim.
Uma de gargalhada aberta,
a outra de sorriso doce...
Cada uma tem seu perfume,
seu canto, seu gesto,
e até sua melancolia.
E por serem assim,
tão diferentes,
é que as amo cada dia mais.
E bendigo aquela tarde de março.
A partir de então,
borboletas me rodeiam,
pássaros cantam
como nunca antes,
tão intensamente.
E a minha mais recente descoberta
é que já não sou mais
um jardim comum,
tenho um en-canto só meu.
Hoje, no entanto,
elas completam sua primeira primavera
e não ouso mantê-las em redoma
sob o risco de sufocá-las.
Devo apresentá-las ao mundo:
Ísis, dália suprema.
Laís, a rosa do povo.
06/01/2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Primeiro Poexistência
Caros amigos do Poexistência,
Acho que estas palavras não nascerão em forma de versos, mas pouco importa. São seis da manhã e desisti de lutar com elas, que me sobem ao teclado e à garganta. Desde às três venho tecendo entre os lençóis algumas palavras sobre o momento de ontem. Graças a vocês, a existência das minhas pequenas não será apenas mais uma entre tantas outras. Assim como a de vocês eu sei que também não é. Vocês fazem diferença no mundo. Graças a vocês e suas sutis delicadezas, elas comerão o poema mesmo antes de dar os primeiros passos e não sonharão a vida toda em ser fiscal de rendas. Como um galo tecendo a manhã elas criarão novas tramas, de arte ou não, mas fazendo com que de cada dia de vida ou de labuta se teça um fio novo de beleza, ainda que deles faça parte este sofrer que nos caracteriza. Estas palavras talvez já estejam gastas, mas ainda acredito, como disse um poeta de versos infantis, que os brinquedos se gastam, mas as palavras não, quanto mais a gente brinca com elas mais novas elas se tornam. Graças a vocês elas terão sempre novas palavras para brincar. Assim como nós estávamos atentos em descobrir o que era “ilharga” (é assim que se escreve?). Será uma ilha larga? Sim, amigos, nossa ilha é muito larga para caber todos os sonhos do mundo, todas os versos de todos os poetas que talvez não tenham entrado na Academia Brasileira de Letras, mas estão no lugar mais importante, no coração e na mente da gente, que sente o poema antes de procurar a palavra no dicionário. E inventa, inventa...porque têm a arte nas ventas... Obrigada por estas horas de deleite e ...até o mês que vem!
26/04/2009, depois do primeiro Poexistência de Laís e Ísis
Dez coisas que foram lindas:
1.Roberto lendo o poema que a Ísis comeu, dizendo que ela escolheu aquele, e tinha que ser lido. Ao terminar a leitura, todos concordaram que foi uma excelente escolha;
2.Ísis falando durante as leituras, afirmando “ã”;
3.Tia Tânia escrevendo um poema na hora para as duas (As gêmeas chegaram);
4.Tia Marta lendo pra Ísis o livro de banho imitando a voz do tubarão;
5.As duas explorando o espaço livre, sem restrições;
6.Laís tímida (vê se pode?),depois se soltando; e encostando a cabeça no peito do pai;
7.Papai sentado no chão brincando com as duas;
8.A gente descobrindo as palavras do Hilda Hilst;
9.Encontrar um poema chamado “Meninas” no livro da Viviane Mosé (tudo a ver com elas);
10.Ísis tentando andar, um pouquinho pelas mãos de cada um.
Acho que estas palavras não nascerão em forma de versos, mas pouco importa. São seis da manhã e desisti de lutar com elas, que me sobem ao teclado e à garganta. Desde às três venho tecendo entre os lençóis algumas palavras sobre o momento de ontem. Graças a vocês, a existência das minhas pequenas não será apenas mais uma entre tantas outras. Assim como a de vocês eu sei que também não é. Vocês fazem diferença no mundo. Graças a vocês e suas sutis delicadezas, elas comerão o poema mesmo antes de dar os primeiros passos e não sonharão a vida toda em ser fiscal de rendas. Como um galo tecendo a manhã elas criarão novas tramas, de arte ou não, mas fazendo com que de cada dia de vida ou de labuta se teça um fio novo de beleza, ainda que deles faça parte este sofrer que nos caracteriza. Estas palavras talvez já estejam gastas, mas ainda acredito, como disse um poeta de versos infantis, que os brinquedos se gastam, mas as palavras não, quanto mais a gente brinca com elas mais novas elas se tornam. Graças a vocês elas terão sempre novas palavras para brincar. Assim como nós estávamos atentos em descobrir o que era “ilharga” (é assim que se escreve?). Será uma ilha larga? Sim, amigos, nossa ilha é muito larga para caber todos os sonhos do mundo, todas os versos de todos os poetas que talvez não tenham entrado na Academia Brasileira de Letras, mas estão no lugar mais importante, no coração e na mente da gente, que sente o poema antes de procurar a palavra no dicionário. E inventa, inventa...porque têm a arte nas ventas... Obrigada por estas horas de deleite e ...até o mês que vem!
26/04/2009, depois do primeiro Poexistência de Laís e Ísis
Dez coisas que foram lindas:
1.Roberto lendo o poema que a Ísis comeu, dizendo que ela escolheu aquele, e tinha que ser lido. Ao terminar a leitura, todos concordaram que foi uma excelente escolha;
2.Ísis falando durante as leituras, afirmando “ã”;
3.Tia Tânia escrevendo um poema na hora para as duas (As gêmeas chegaram);
4.Tia Marta lendo pra Ísis o livro de banho imitando a voz do tubarão;
5.As duas explorando o espaço livre, sem restrições;
6.Laís tímida (vê se pode?),depois se soltando; e encostando a cabeça no peito do pai;
7.Papai sentado no chão brincando com as duas;
8.A gente descobrindo as palavras do Hilda Hilst;
9.Encontrar um poema chamado “Meninas” no livro da Viviane Mosé (tudo a ver com elas);
10.Ísis tentando andar, um pouquinho pelas mãos de cada um.
quinta-feira, 12 de março de 2009
domingo, 8 de março de 2009
Sugestões de presentes
Como muitos convidados da festa de 1 aninho têm me perguntado o que precisamos ganhar, os tamanhos, etc, resolvi fazer uma lista com algumas sugestões. Elas já têm muitos brinquedos, preferimos outras coisas...Para evitar repetições, peço que se apessoa escolher algum item específico, deixe um comentário que eu vou tirando. De qualquer maneira, é bom que os convidados também leiam os comentários, pois pode ser que eu não tenha modificado os itens ainda... Beijão!
Tamanho da roupa: 1 ou 2 anos
N° do sapato: 18, 19 ou 20
Fralda: M ou G
Mamadeira com alça
Casacos de moletom abertos na frente e com capuz
Copos de treinamento
Sabonete líquido Baby boti
Toucas
CD Pra gente miúda II
Pantufas
Camisolas
Totoca
Livro de banho
Outros livros....
Bolsa térmica
Tamanho da roupa: 1 ou 2 anos
N° do sapato: 18, 19 ou 20
Fralda: M ou G
Mamadeira com alça
Casacos de moletom abertos na frente e com capuz
Copos de treinamento
Sabonete líquido Baby boti
Toucas
CD Pra gente miúda II
Pantufas
Camisolas
Totoca
Livro de banho
Outros livros....
Bolsa térmica
domingo, 28 de dezembro de 2008
Cadê meu leite?

Engraçado que agora, as duas já não se contentam em apenas receber a comida. Querem pegar a colher e colocar na boca, enfiar a mão no prato...É uma sujeira sem fim, mas necessária. Dificilmente elas aceitam a comida se não for desse jeito. Às vezes eu deixo, mas depois de tomar banho...ninguém merece! É comida no nariz, no olho, na MINHA roupa, no sofá, voando...! Laís então, quando a gente não faz o que ela quer, exercita seu cuspe a distância. Ísis é mais discreta: finge que está com sono pra não comer, mas quando vê que estou limpando a boca e tirando o babador, fica serelepe novamente. Tá pensando o quê? Todo dia essa gororoba! Cadê meu leite?
Primeiras papinhas

Bem, estou meio atrasada nas postagens, mas desde que começaram a comer, sobra pouco tempo para fazer qualquer coisa... Quando se termina uma refeição, já está na hora da próxima!
Começaram as papinhas! Laís, que não gostava nada de mamadeira e ficava horas de barriga vazia numa boa, mostrou que seu negócio é mesmo uma colher... Abre bem a boca e come tudo. O peso, que dos 5 para os 6 meses só aumentou 100 gramas, já não me preocupa mais. Comendo ela engordou mais de 700 gramas ao completar 7 meses. Suco é que ela não quer saber. O pai faz de laranja, melancia, mas não adianta. O que ela melhor aceitou foi o de manga! Logo este que eu simplesmente DETESTO!
Já a Ísis foi bem diferente. Demorou para se acostumar com a colher, cuspia tudo, colocava a língua pra fora... Bênção foi ter colega de trabalho fonoaudióloga. Ela me ensinou o movimento, jogando a comida para o céu da boca e outra colega me indicou uma colher maravilhosa. Falou a voz da sabedoria e a voz da experiência. Depois que aprendeu a comer ficou gulosa, chora quando a gente passa do horário. Mesmo assim, ainda coloco menos quantidade no prato dela.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Primeiras compras

Este mês Claudio não fez mais as compras sozinho, a família toda acompanhou. Elas foram no baby bag (a foto foi tirada antes de sair)e levamos nossa secretária. Não preciso dizer que foi um sucesso, preciso? Tudo quanto é funcionário do mercado ajudou. As duas não sentam ainda e não puderam usar o carrinho com bebê conforto que eles têm lá. Passaram a maior parte do tempo dormindo... Depois deste dia já fomos ao shopping do mesmo jeitinho, só ficou difícil carregar a bolsa, estava muito pesada, vovô Tage teve de levar!
terça-feira, 26 de agosto de 2008
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Primeiro Dia dos Pais
Estava eu folheando com minhas pimpolhas o livro “Exercícios de ser criança” de Manoel de Barros – elas gostaram, o livro é colorido, mas ainda não puderam ver as cores das palavras, ainda mais bonitas que as ilustrações (ou eu é que, pretensiosamente, achei isso) – quando me dei conta que elas vieram dos despropósitos: fora de hora, fora de peso, fora de lugar... Igual a mim, nem precisei ensinar, as duas já nasceram sabendo carregar água na peneira, como toda criança. Só que os adultos tratam de tirar isto delas antes mesmo que possam falar. Aqui não. Por isso, o primeiro presente do primeiro Dia dos Pais é um convite aos despropósitos. Será que ele vem?
ESCOLA DE DESPROPÓSITOS
Viemos para te ensinar os despropósitos.
Há quem cuspa,
não goste,
despreze.
Mas a gente gosta.
E para você que não costuma se ligar
nos olhares perdidos,
nós saímos do tom.
Não viemos com bula ou
manual de instrução,
mas tomamos medicação!
Algumas coisas se pode controlar,
como quando se banhar
ou a hora de alimentar,
mas a nossa fome
é fora de hora.
E para você que não costuma se ligar
nos silêncios,
vai se prender no sorriso que brotar dele.
Viemos para te ensinar
a fazer poesia na sua humilde matéria.
E se você não souber onde ela se esconde,
a gente mostra.
Pode dar numa caverna escura,
bem diferente das luzes coloridas da TV,
mas a gente te guia.
E se você tiver medo, pai,
pode deixar que a gente te abraça.
Dá a mão!
(28 JUL 2008)
ESCOLA DE DESPROPÓSITOS
Viemos para te ensinar os despropósitos.
Há quem cuspa,
não goste,
despreze.
Mas a gente gosta.
E para você que não costuma se ligar
nos olhares perdidos,
nós saímos do tom.
Não viemos com bula ou
manual de instrução,
mas tomamos medicação!
Algumas coisas se pode controlar,
como quando se banhar
ou a hora de alimentar,
mas a nossa fome
é fora de hora.
E para você que não costuma se ligar
nos silêncios,
vai se prender no sorriso que brotar dele.
Viemos para te ensinar
a fazer poesia na sua humilde matéria.
E se você não souber onde ela se esconde,
a gente mostra.
Pode dar numa caverna escura,
bem diferente das luzes coloridas da TV,
mas a gente te guia.
E se você tiver medo, pai,
pode deixar que a gente te abraça.
Dá a mão!
(28 JUL 2008)
Livros e mais livros...
Ísis, em sua primeira incursão pelo mundo dos livros, saboreou a folheada de páginas por nossos pobrezinhos livros de arte comprados na banca. Agora fica olhando direto pra estante até a gente abrir algum para ela ver. Papai mostra os livros de receita, quer que ela aprenda a cozinhar desde cedo!
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Que lindos sorrisos!
Que saudades!
Muito tempo depois...
Nossa, estou há um tempão sem escrever nem publicar foto, elas consomem todo o nosso tempo. É remédio, fralda, banho, pediatra, vacina...
Nossa, estou há um tempão sem escrever nem publicar foto, elas consomem todo o nosso tempo. É remédio, fralda, banho, pediatra, vacina...
domingo, 25 de maio de 2008
Vacinação
Na 4a feira dia 22 de maio as meninas tomaram a BCG e hepatite B. Voltaremos semana que vem para tomar as que restam... Coitadinhas, quem agüenta tanta vacina?
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Visitas e ligações?
Aviso aos amigos e parentes:
As visitas ainda não estão liberadas, quem sabe semana que vem já tenhamos conseguido vacinar as duas...
Tem muita gente ligando em horários que, infelizmente, não dá pra atender, porque eu e Claudio não podemos nos revezar. Vou colocar aqui embaixo os melhores horários pra quem quiser ligar e falar conosco:
16:30 às 17:45
19:30 às 20:45
22:30 às 23:45
As visitas ainda não estão liberadas, quem sabe semana que vem já tenhamos conseguido vacinar as duas...
Tem muita gente ligando em horários que, infelizmente, não dá pra atender, porque eu e Claudio não podemos nos revezar. Vou colocar aqui embaixo os melhores horários pra quem quiser ligar e falar conosco:
16:30 às 17:45
19:30 às 20:45
22:30 às 23:45
terça-feira, 13 de maio de 2008
Primeiro Dia das Mães
Nossa! Nunca recebi tantas ligações, e nem era meu aniversário! Agradeço os telefonemas e recados. Minhas filhas e marido me deram uma linda cesta de café da manhã...
Para homenagear as mães vou postar um texto que escrevi para a minha mãe há pouco tempo atrás, quando comecei a me aventurar pelos caminhos da prosa. Feliz Dia das Mães!
“Há que usar muitas palavras para cantar a mulher da minha vida. Palavras das mais castas, santas, brancas, calmas e leves, e até das vis, pois trata-se de pessoa humana. Há que segui-las de adjetivos para que caminhem corretamente adornadas, do contrário seria pouco para falar daquela que me marcou como quem marca gado: a ferro e fogo. De início dói,mas agora permanece - sabor de eternidade - feito tatuagem que enfeita e veste, e dá o tom de quem a gente é. Palavras são poucas. Há que usar das mais belas e quentes e frias e tácitas metáforas, assim como é próprio dos poetas que cantam suas amadas. Há que usar rimas, das pobres, das ricas e das medianas, sem discriminação de classe. Afinal, para cantar uma mulher faz-se preciso tanto as flores quanto os diamantes. Palavras, há que casá-las muito bem a fim de construir imagens, ofício da (boa) poesia. Que ao ler a mulher amada tenha um filme à sua frente, claro e sutil, telas de grandes artistas animando-se a cada linha. Mas por mais que as palavras se façam solenes neste momento, há que tocar àquela que me emprestou seu seio e me entregou seu corpo. Tem de haver um beijo, um enlace. E, por fim, há que dizer: “ainda que o tempo passe, ainda que sua pele perca o viço, ainda que o seu corpo feneça, ainda assim te amarei, cada vez mais”. Há que reproduzir o momento em que ela me viu pela primeira vez e, desamparado, ela me aninhou em seu colo e deixou rolar a primogênita das muitas lágrimas que ainda estavam por vir.”
Para homenagear as mães vou postar um texto que escrevi para a minha mãe há pouco tempo atrás, quando comecei a me aventurar pelos caminhos da prosa. Feliz Dia das Mães!
“Há que usar muitas palavras para cantar a mulher da minha vida. Palavras das mais castas, santas, brancas, calmas e leves, e até das vis, pois trata-se de pessoa humana. Há que segui-las de adjetivos para que caminhem corretamente adornadas, do contrário seria pouco para falar daquela que me marcou como quem marca gado: a ferro e fogo. De início dói,mas agora permanece - sabor de eternidade - feito tatuagem que enfeita e veste, e dá o tom de quem a gente é. Palavras são poucas. Há que usar das mais belas e quentes e frias e tácitas metáforas, assim como é próprio dos poetas que cantam suas amadas. Há que usar rimas, das pobres, das ricas e das medianas, sem discriminação de classe. Afinal, para cantar uma mulher faz-se preciso tanto as flores quanto os diamantes. Palavras, há que casá-las muito bem a fim de construir imagens, ofício da (boa) poesia. Que ao ler a mulher amada tenha um filme à sua frente, claro e sutil, telas de grandes artistas animando-se a cada linha. Mas por mais que as palavras se façam solenes neste momento, há que tocar àquela que me emprestou seu seio e me entregou seu corpo. Tem de haver um beijo, um enlace. E, por fim, há que dizer: “ainda que o tempo passe, ainda que sua pele perca o viço, ainda que o seu corpo feneça, ainda assim te amarei, cada vez mais”. Há que reproduzir o momento em que ela me viu pela primeira vez e, desamparado, ela me aninhou em seu colo e deixou rolar a primogênita das muitas lágrimas que ainda estavam por vir.”
Comentário que mereceu página principal (Belas palavras!)
O nosso amigo João Ximenes deixou um comentário tão bonito que merece aparecer mais:
Abençoa-te para sempre, na eternidade, a chegada das meninas que vão trazer literatura e poesia, e dentro de cada uma delas ainda está escondida a palavra que o mundo um dia mudará. O vócabulo que eu não sei. Só esperando para ver Laís e Ísis nos contarem suas primeiras palavras. Haja leitores no mundo para isso! Vendo as fotos agora eu sinto que os anjos não vêm do céu, eles vêm das mães que cuidam como deusas de seus próprios filhos. Benditas sejas tu! Tão nova e tão cheia de vida, és generosa como sempre. De tanto amor e vida que reuniu para si, um dia você juntou-se a ele e resolveu colocar parte de si mesma para o mundo. E o mais incrível, é que assim como o milagre "dos cinco pães e dois peixinhos, cinco mil alimentou", você disseminou duas lindas totalidades da vida para alimentar um coração inteiro.
Abençoa-te para sempre, na eternidade, a chegada das meninas que vão trazer literatura e poesia, e dentro de cada uma delas ainda está escondida a palavra que o mundo um dia mudará. O vócabulo que eu não sei. Só esperando para ver Laís e Ísis nos contarem suas primeiras palavras. Haja leitores no mundo para isso! Vendo as fotos agora eu sinto que os anjos não vêm do céu, eles vêm das mães que cuidam como deusas de seus próprios filhos. Benditas sejas tu! Tão nova e tão cheia de vida, és generosa como sempre. De tanto amor e vida que reuniu para si, um dia você juntou-se a ele e resolveu colocar parte de si mesma para o mundo. E o mais incrível, é que assim como o milagre "dos cinco pães e dois peixinhos, cinco mil alimentou", você disseminou duas lindas totalidades da vida para alimentar um coração inteiro.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Primeira consulta com o pediatra
No dia 5 de maio Laís e Ísis foram ao consultório do Dr. Cláudio Teixeira para sua primeira consulta. Chegando lá, quem encontramos? Tia Tânia, que finalmente conheceu as meninas que ajudou a pôr no mundo...
As meninas ficaram comportadíssimas e nem choraram, só na hora de tirar a roupa.
Nunca vi tanto sucesso! Fomos parados por, no mínimo, umas 20 pessoas querendo ver: “São gêmeos?” “É um casal?” “Duas meninas?” “Que lindas!”
As meninas ficaram comportadíssimas e nem choraram, só na hora de tirar a roupa.
Nunca vi tanto sucesso! Fomos parados por, no mínimo, umas 20 pessoas querendo ver: “São gêmeos?” “É um casal?” “Duas meninas?” “Que lindas!”
Não há lugar como nosso lar
Chegaram em casa no dia 28 de abril, segunda-feira, no final da tarde, depois de 31 dias internadas na UTI Neonatal. Papai Cláudio filmou tudo, inclusive os companheiros de UTI que agora também fazem parte da nossa história e do nosso círculo de amizades.
Antes de mais nada...
Gostaria de me desculpar pela falta de postagens, mas vocês devem imaginar que nosso foco agora são elas...estamos felizes por ter nossas fofinhas finalmente em casa!
domingo, 27 de abril de 2008
Levantando o queixo
Ontem, um dia antes de completar um mês, as duas começaram a levantar o queixo sozinhas, virando a cabecinha... Para prematuras, elas estão muito salientes!
sexta-feira, 25 de abril de 2008
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Mamadeira no colo do papai
Hoje as duas fofas mamaram no colo do papai, uma de cada vez. A enfermeira Rita ficou maravilhada de ver como ele sabe cuidar direitinho das filhotas...
domingo, 20 de abril de 2008
Xixi!
Hoje à noite a enfermeira Cristina foi pesar a Ísis e... adivinhe o que ela fez! Xixi na balança!
sábado, 19 de abril de 2008
Promovidas!
Ontem fomos pegos de surpresa quando chegamos ao hospital. Laís e Ísis já não estavam na incubadora,foram promovidas para o bercinho. Desta vez foi a Laís que começou a sugar, diz a enfermeira que ela ficou com inveja da irmã...
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Mamadeira no colo da mamãe
Ontem a Ísis mamou seu leitinho no colo da mamãe por duas vezes. Depois que aprendeu a sugar ficou tão gulosa que mama mais do que a quantidade prescrita para ela. Eu quis tirar a mamadeira e ela não deixou! Papai, quando chegou, não se conteve em ver a filha mamando: "Olha que coisa mais linda!"
terça-feira, 15 de abril de 2008
Primeiras visitas
Terça-feira é o dia da visita dos avós na UTI neonatal. Hoje elas receberam a visita dos avós paternos, Manuel e Sandra e da avó materna, Leila, que já ia todos os dias... Semana que vem será a vez do Vovô Tage e da bisa.
Primeira vez que a Ísis conseguiu sugar tudo!
Hoje a Ísis mamou pela primeira vez na chuquinha toda a sua dieta!
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Primeiro escrito depois do parto
Senhor,
Eu te pedi um milagre,
me deste dois.
Eu te pedi uma lágrima,
me deste dois sorrisos.
Eu te pedi um pão,
me deste duas bocas.
Eu te pedi uma canção,
me deste duas sinfonias.
Eu te pedi uma vida,
me deste duas.
Por mais que eu cante louvores,
eles jamais serão suficientes,
jamais dignos da tua imensa glória.
Por mais que eu agradeça,
preces serão poucas.
Pois eu te pedi um momento,
e me deste a ETERNIDADE.
Eu te pedi um milagre,
me deste dois.
Eu te pedi uma lágrima,
me deste dois sorrisos.
Eu te pedi um pão,
me deste duas bocas.
Eu te pedi uma canção,
me deste duas sinfonias.
Eu te pedi uma vida,
me deste duas.
Por mais que eu cante louvores,
eles jamais serão suficientes,
jamais dignos da tua imensa glória.
Por mais que eu agradeça,
preces serão poucas.
Pois eu te pedi um momento,
e me deste a ETERNIDADE.
Nasceram!
Nasceram no dia 27 de março de 2008 , de parto normal, as gêmeas Laís e Ísis. Primeiro a Laís, às 15:50, e depois a Ísis, três minutos depois. Como chegaram com apenas 31 semanas de gestação, precisaram ficar internadas na UTI Neonatal para ganhar peso.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Laís e Ísis (Uma história pra lá de incompleta)
Oi, eu sou a Laís. Esta é a minha história, ou melhor, minha e da minha irmã. Mas começa comigo porque, no início, só existia eu. Quer dizer, minha irmã já estava lá, mas ninguém sabia ainda. Na verdade, ninguém sabia também que eu era menina, eu bem que podia ser um “garotão”, como era vontade do meu pai.
Nossos pais, Fabiana e Cláudio, se conheceram em Muriqui, num feriado de Páscoa, há não muito exatos onze anos atrás. Desde o primeiro dia eles não pararam mais de se falar, mesmo que por telefone. Grudaram que nem chiclete.
Bom, essa parte do namoro eu vou pular, porque como eu sou muito pequena ainda, minha mãe não achou prudente me contar tudo. Eles namoraram e ponto. Pronto.
Depois de sete anos namorando eles resolveram se casar. Assim, como manda o figurino: igreja, vestido, festa e apartamento novo.
Bem, o apartamento estava meio vazio... Mas quem liga? Tinha amor sobrando pra tudo quanto era lado. Nenhum dos dois se importou de assistir TV sentado em cadeira de praia nem de comer com o prato na mão.
Meus pais tiveram de ter muita paciência com os nossos avós, que não se cansavam de pedir que a gente nascesse logo. Mas os dois estavam muito ocupados em estudar e trabalhar. Não tinham tempo de fazer a gente.
Até que um dia meu pai resolveu que já era hora. Falou com a minha mãe ( que já estava prontinha...) e os dois fabricaram nós duas: eu e minha irmã. Agora não me venham me perguntar como foi isso. Eu já expliquei que sou muito pequena e quando me contaram minha história pularam algumas partes. Esta foi uma das partes puladas. Quem quiser saber mais que pergunte pra eles. Se você for criança duvido que eles contem. Ou então vão inventar uma mentirinha para enrolar vocês.
Bom, a minha mãe soube que eu já estava na barriga dela no dia 21 de setembro, dia de ir à Bienal com o pessoal do trabalho. Aliás, este é o passeio preferido dela, nunca vi ninguém gostar tanto de livro. Depois de fazer um teste de farmácia antes de ir, ligou pro meu pai de lá mesmo, no meio daquela confusão de gente comprando livro, e contou pra ele. Mas quem disse que ele acreditou?
Bem, ele ficou assim, não acreditando, mas dizendo que quando o resultado do exame de sangue saísse, aí sim, poderiam comemorar. Mas quem disse que bastou? Meu pai é do tipo que gosta de tudo bem confirmadinho... Precisava esperar para me ver na televisão...
Eles ficaram quietinhos e não contaram pra ninguém, mas vovó e titia já estavam desconfiadas, porque nunca tinham visto minha mãe recusar chocolate.
Pois é, quando eles finalmente viram o bebê na televisão não era só eu, éramos duas (ou dois, né, ninguém sabia ainda) Minha mãe ficou paralisada, coitada, e só não caiu porque já estava deitada! Meu pai perguntava sem parar à doutora se era mesmo verdade. Insistiu tanto que a médica teve de ensiná-lo a contar de novo: um, dois, um, dois, enquanto mostrava a gente na telinha.
A partir daí, os dois, pra lá de assustados com o fato de terem mais de um filho de uma vez só, nem se animaram muito de comprar nossas roupinhas. A ficha demorou a cair. Mas a vovó Leila foi se adiantando e trazendo tudo como se fosse para um casal: um menino e uma menina. Agora eu vou parar de contar porque a Ísis não pára de me empurrar querendo contar o resto!
Oi, eu sou a Ísis, a outra gêmea desta história. Desde o início, quando minha mãe ia fazer a ultra, eu sempre fui difícil de examinar. A doutora me apertava com o aparelho e eu corria pro outro lado. Nas consultas de Pré-Natal, cadê que conseguiam escutar meu coração? Minha mãe resmungava logo: “Ih, é igualzinho ao pai, agitado. Este deve ser o menino...” Até hoje sou eu quem dá mais trabalho, faço tanta ginástica que quase não deixo a mamãe dormir.
Mas lá com 18 semanas, a doutora viu claramente: duas meninas. Ninguém contestou, com exceção do meu pai, que ainda teimava que tinha um garotão no meio da história. Teimou tanto que a médica disse: “Tudo bem, vou rezar para eu errar”, só pra não chatear o papai.
Esperando a confirmação da ultra para comprar o uniforme inteiro do Vasco (incluindo até chupeta e mamadeira), voltamos lá com 22 semanas para outro exame. Só que esta médica era brava e não gostou nada quando meu pai duvidou do sexo da gente. Ficou mostrando detalhadamente nossas partes baixas pra ele. Mas mesmo assim ele teimou (de novo) em perguntar: “Não dá pra virar um saquinho?”. Ela nem respondeu, só deu um suspirinho de falta de paciência...
Vovô Tage foi quem gostou, contou pra todo mundo antes dos nossos pais chegarem em casa. “Eu sabia que seriam duas meninas”.
Deste momento em diante, começou a busca por um nome. O da minha irmã não, pois já estava escolhido bem antes da minha mãe ficar grávida. Se fosse homem, já tinha nome. Mas sendo outra menininha... Foi aí que meu pai teimou (de novo) com um nome da mitologia grega que minha mãe tinha mencionado tempos atrás. Quis saber o significado e gostou – deusa ou espírito supremo. E aí pronto, ninguém poderia ousar discutir porque já estava decidido, eu me chamaria Ísis. Ainda bem que mamãe também gostou, ela teve uma colega de faculdade com este nome que era um doce de pessoa.
Bom, estamos crescendo e nossa história continua. Hoje temos mais personagens para compartilhar conosco a nossa trajetória, que apesar de curtinha e pra lá de incompleta, começou desse jeitinho que nós contamos (ou que nos contaram).
E você ? Também quer fazer parte da nossa história?
Nossos pais, Fabiana e Cláudio, se conheceram em Muriqui, num feriado de Páscoa, há não muito exatos onze anos atrás. Desde o primeiro dia eles não pararam mais de se falar, mesmo que por telefone. Grudaram que nem chiclete.
Bom, essa parte do namoro eu vou pular, porque como eu sou muito pequena ainda, minha mãe não achou prudente me contar tudo. Eles namoraram e ponto. Pronto.
Depois de sete anos namorando eles resolveram se casar. Assim, como manda o figurino: igreja, vestido, festa e apartamento novo.
Bem, o apartamento estava meio vazio... Mas quem liga? Tinha amor sobrando pra tudo quanto era lado. Nenhum dos dois se importou de assistir TV sentado em cadeira de praia nem de comer com o prato na mão.
Meus pais tiveram de ter muita paciência com os nossos avós, que não se cansavam de pedir que a gente nascesse logo. Mas os dois estavam muito ocupados em estudar e trabalhar. Não tinham tempo de fazer a gente.
Até que um dia meu pai resolveu que já era hora. Falou com a minha mãe ( que já estava prontinha...) e os dois fabricaram nós duas: eu e minha irmã. Agora não me venham me perguntar como foi isso. Eu já expliquei que sou muito pequena e quando me contaram minha história pularam algumas partes. Esta foi uma das partes puladas. Quem quiser saber mais que pergunte pra eles. Se você for criança duvido que eles contem. Ou então vão inventar uma mentirinha para enrolar vocês.
Bom, a minha mãe soube que eu já estava na barriga dela no dia 21 de setembro, dia de ir à Bienal com o pessoal do trabalho. Aliás, este é o passeio preferido dela, nunca vi ninguém gostar tanto de livro. Depois de fazer um teste de farmácia antes de ir, ligou pro meu pai de lá mesmo, no meio daquela confusão de gente comprando livro, e contou pra ele. Mas quem disse que ele acreditou?
Bem, ele ficou assim, não acreditando, mas dizendo que quando o resultado do exame de sangue saísse, aí sim, poderiam comemorar. Mas quem disse que bastou? Meu pai é do tipo que gosta de tudo bem confirmadinho... Precisava esperar para me ver na televisão...
Eles ficaram quietinhos e não contaram pra ninguém, mas vovó e titia já estavam desconfiadas, porque nunca tinham visto minha mãe recusar chocolate.
Pois é, quando eles finalmente viram o bebê na televisão não era só eu, éramos duas (ou dois, né, ninguém sabia ainda) Minha mãe ficou paralisada, coitada, e só não caiu porque já estava deitada! Meu pai perguntava sem parar à doutora se era mesmo verdade. Insistiu tanto que a médica teve de ensiná-lo a contar de novo: um, dois, um, dois, enquanto mostrava a gente na telinha.
A partir daí, os dois, pra lá de assustados com o fato de terem mais de um filho de uma vez só, nem se animaram muito de comprar nossas roupinhas. A ficha demorou a cair. Mas a vovó Leila foi se adiantando e trazendo tudo como se fosse para um casal: um menino e uma menina. Agora eu vou parar de contar porque a Ísis não pára de me empurrar querendo contar o resto!
Oi, eu sou a Ísis, a outra gêmea desta história. Desde o início, quando minha mãe ia fazer a ultra, eu sempre fui difícil de examinar. A doutora me apertava com o aparelho e eu corria pro outro lado. Nas consultas de Pré-Natal, cadê que conseguiam escutar meu coração? Minha mãe resmungava logo: “Ih, é igualzinho ao pai, agitado. Este deve ser o menino...” Até hoje sou eu quem dá mais trabalho, faço tanta ginástica que quase não deixo a mamãe dormir.
Mas lá com 18 semanas, a doutora viu claramente: duas meninas. Ninguém contestou, com exceção do meu pai, que ainda teimava que tinha um garotão no meio da história. Teimou tanto que a médica disse: “Tudo bem, vou rezar para eu errar”, só pra não chatear o papai.
Esperando a confirmação da ultra para comprar o uniforme inteiro do Vasco (incluindo até chupeta e mamadeira), voltamos lá com 22 semanas para outro exame. Só que esta médica era brava e não gostou nada quando meu pai duvidou do sexo da gente. Ficou mostrando detalhadamente nossas partes baixas pra ele. Mas mesmo assim ele teimou (de novo) em perguntar: “Não dá pra virar um saquinho?”. Ela nem respondeu, só deu um suspirinho de falta de paciência...
Vovô Tage foi quem gostou, contou pra todo mundo antes dos nossos pais chegarem em casa. “Eu sabia que seriam duas meninas”.
Deste momento em diante, começou a busca por um nome. O da minha irmã não, pois já estava escolhido bem antes da minha mãe ficar grávida. Se fosse homem, já tinha nome. Mas sendo outra menininha... Foi aí que meu pai teimou (de novo) com um nome da mitologia grega que minha mãe tinha mencionado tempos atrás. Quis saber o significado e gostou – deusa ou espírito supremo. E aí pronto, ninguém poderia ousar discutir porque já estava decidido, eu me chamaria Ísis. Ainda bem que mamãe também gostou, ela teve uma colega de faculdade com este nome que era um doce de pessoa.
Bom, estamos crescendo e nossa história continua. Hoje temos mais personagens para compartilhar conosco a nossa trajetória, que apesar de curtinha e pra lá de incompleta, começou desse jeitinho que nós contamos (ou que nos contaram).
E você ? Também quer fazer parte da nossa história?
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