quinta-feira, 10 de novembro de 2016

10 frases que mais escutei depois que fui mãe (parte1)

1. Elas são gêmeas? Não parece.
A maioria da população acha que gêmeos são sempre iguais. Quando bebês era mais fácil perceber, eu procurava vestir igual pra deixar bem CLARO que Se tratava de gêmeas. Mas depois as pessoas começaram a me perguntar a idade. “Quantos anos ela tem? E essa?” Diante da mesma resposta chegavam à conclusão. Quando eu estava sem paciência, sorria pra mim eu já dizia logo: “ São gêmeas”, e evitava as duas perguntas. Mas não me livrava das próximas ...



2. Essa aqui é a sua cara! A outra é a cara do pai!
Realmente uma é a minha cara e a outra é a cara do pai, mas como meu marido é negro e minha filha mais clarinha, nunca ninguém acertava a tal parecença, focavam muito mais na cor do que nos traços. A mais morena tinha que parecer com o pai, mesmo que minhas fotos de criança fossem exatamente a cópia dela. Algumas vezes eu nem discutia, deixava pra lá...


3. Você teve parto normal? Como assim?
Há uma cultura na sociedade brasileira de que gêmeos só podem nascer de parto cesárea, com risco de sofrimento do segundo que vem ao mundo. Minha médica ficou uma fera quando eu disse que queria tentar parto normal, e no dia em que minha bolsa estourou (com 31 semanas) ela resolveu me deixar de castigo e só apareceu quando o trabalho de parto já estava bem avançado. Mandou preparar o centro cirúrgico e depois desistiu, já estava coroando.  Quem me salvou foi minha doula, Tania Pimentel, que me orientou por telefone, relembrando as estratégias para diminuir a dor enquanto a doutora não chegava.  A tal médica fez questão de proibir a presença dela na sala do parto. Nem meu marido ela deixou entrar. Depois me arrependi  de não ter seguido os conselhos da Tania e mudar de médico. Na minha cabeça trocar no meio da gestação estava fora de cogitação, prejudicaria o acompanhamento do processo. Realmente minha segunda filha entrou em sofrimento, mas por negligência da médica, não por ter vindo ao mundo por parto normal. Eu recomendo escolher bem o médico e procurar uma integração entre ele e a sua doula, mas parto normal é perfeitamente possível, mesmo para quem vai dar à luz a gêmeos.


4. Meu sonho sempre foi ter gêmeos!
Imagine o que é ouvir isso quando você está toda estropiada, descabelada, pálida, sem dormir há meses, sem tempo nem para tomar banho ou comer direito... Nessas horas eu só pensava que a pessoa devia estar louca, ou então tinha dinheiro para pagar quatro babás... A primeira noite que eu dormi inteira elas já tinham três anos! Eu vivia irritada, tive um início de depressão... A natureza é sábia, a mulher foi feita para carregar apenas um bebê de cada vez.

5. Já sei! Você fez tratamento pra engravidar, né?

Quem me conhece bem não fez essa pergunta, claro, pois sabe que tenho quatro irmãos adotivos e seria muito mais natural para mim adotar (na impossibilidade de engravidar naturalmente)do que fazer uma fertilização. Não tenho nada contra quem faz, mas me assusta a falta de controle sobre os embriões fecundados, não sou a favor do descarte e congelar todo mundo sabe que é muito caro. Mas a maioria das pessoas custava muito a acreditar que engravidei naturalmente. Por que eu mentiria? Quando me questionavam  eu sempre contava a história da minha bisavó, que engravidou quatro vezes de gêmeos, o que me deixava muito propensa a gravidez gemelar. Naquela época não havia muitos recursos e só Tereza e Teresinha sobreviveram, os bebês  das gestações anteriores não resistiram.  O engraçado é que só me contaram das quatro barrigas quando eu já estava grávida e sabia que eram duas...

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Filha de cacheada, cacheada é...

Laís está vivendo o processo de aceitar seu cabelo cacheado.  Mesmo tendo a mim como modelo, ainda relutava muito em sair com os cabelos soltos, me pedia sempre para fazer rabo de cavalo. Ele fica bastante cheio e o volume a incomoda. Eu ensinei que cabelo enrolado não pode se ficar mexendo, pois desmancha os cachos. Mas ela nunca aguentava ficar muito tempo sem colocar a mão nos cabelos... e adeus cachos. Outro dia saímos e Laís   aceitou libertá-los do elástico. E mais: aguentou firme a vontade de  mexer nas mechas. Quando chegamos ao local, uma pessoa perguntou: "Qual é o segredo desses cachinhos?" Ela respondeu:  "É  não mexer." Voltou pra casa toda orgulhosa.  Os cachos eram o seu troféu.

domingo, 6 de novembro de 2016

Garoando (Fabiana Esteves)

"Mãe tá garoando..." 
"E o que é garoando?"
"Tá pingando pequeno..."

Está garoando
Pingando pequeno
Miúdo 
Levinho
Feito gota de orvalho
Na folha de árvore
Na calçada 
Tem poça
Tem piscina de Polegarzinha
Recebendo bicadinhas
Caídas de nuvem
Está garoando
Pingando pequeno 
Miúdo 
Levinho 
Daqui de dentro
De grande 
Só a vontade de brincar
Lá fora
E a imaginação 
Que cresce 
Feito bolha de sabão

sábado, 5 de novembro de 2016

Dica de livro ( by Andreia Marques)

Quanta tristeza deve existir no canto de um passarinho preso em uma gaiola? Claro que não podemos mensurar, mas se fôssemos capazes de decifrar sua linguagem, certamente entenderíamos que seu canto é uma forma de lamento, de súplica por liberdade. É e justamente sobre esse tema que aborda o livro Viveiro de Pássaros, de Braguinha (Editora Rocco). Na história, Seu Manduca e seu filho Pinduca possuíam um grande viveiro. Lá existiam vários tipos de passarinhos, que cantavam uma sinfonia triste, peculiar dos animais que foram feitos para voar e não para serem mantidos num espaço minúsculo. Assim viviam todos os dias até que, em determinado momento, chega neste viveiro um ilustre pica-pau-de-penacho. Esperto como ninguém, ele decide que não ficará ali por muito tempo e trama um plano para escapar daquele cativeiro. E será que ele conseguiu?

As ilustrações são graciosas. Tatiana Paiva utilizou recortes de papel, retalhos de tecido, bordados, pinturas e texturas para compor o visual da história. O resultado final foi bem criativo, colorido, maravilhoso mesmo.

Sobre o autor:
Carlos Alberto Ferreira Braga, o Braguinha ou João de Barro, nasceu no Rio de Janeiro em 1907. Morreu em 2006. Era compositor, roteirista, assistente de direção e dublagem.
  
Sobre a ilustradora:
A ilustradora Tatiana Paiva nasceu em São Paulo em 1977. Seu trabalho está disponível no site http://www.tatipaiva.com.br/

Andreia Marques é escritora e designer.
http://www.andreiamarques.com.br/

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Do jeito dela...


Cada vez tenho mais certeza de que todo ser humano tem seus processos bem particulares de aprendizado. Ísis é o maior exemplo disso. Não mostra concentração nem pra comer, só consegue manter a atenção quando faz arte, sua maior paixão. Ama pintura, recorte e colagem, escultura... Mas agora algumas de suas atitudes têm me surpreendido muito. Ela sempre leu muito comigo, geralmente histórias já conhecidas...eu  vou parando onde ela já consegue ler sozinha. Não se atrevia muito a tentar livros diferentes, preferia se acomodar nas palavras que sabe de cor, que não são poucas. De uns tempos pra cá, tudo mudou. Mais precisamente quando notou  que a irmã  não precisa mais de mim para ler os livros que deseja. Agora quer tentar novos livros e às vezes engata um no outro, sem demonstrar cansaço. Novidade para quem não se concentrava em nada. Novidade para quem deixa os deveres da escola sempre incompletos. Ela ainda desanima diante de uma palavra que não domina, é claro. Neste caso eu leio, mas ela tem até tentado arriscar. O processo de alfabetização da Ísis é muito centrado na imagem mental das palavras, as intervenções a  atrapalham imensamente, a deixam insegura... Acho que nunca acompanhei nenhum aluno que fosse assim, ou não tinha olhos de ver ou feeling para perceber, não li as entrelinhas. Ela tem seu estilo. Tem um tempo próprio, um jeito muito particular de  construir conhecimento...  E veio para desestabilizar tudo que eu pensava que sabia. Hoje de manhã eu a flagrei deitada na minha cama com um livro de poemas do Manuel Bandeira que tirou da estante, muito antigo, sem capa. Estava lá, tentando ler um poema sozinha... Quando me viu, pediu ajuda. No entanto, já não estou tão certa de quem realmente precisava de ajuda no momento, se ela ou eu.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Deixa eu ficar?

___Deixa eu ficar?
___ Deixo.
___ Deixa mesmo?
___ Deixo sim.
___ Então deixa.


Terminamos de ler A Bolsa Amarela hoje. Terminou assim, de um jeito triste. Eu não gosto de terminar meus livros favoritos. Gosto de ficar gestando, gestando, colhendo cada palavra devagar, um pouquinho a cada dia... Sinto que para a Laís também foi assim: “O que vai acontecer com a Raquel agora?” “O livro acabou aqui, filha, o resto é com você..." “Mas eu não sei...” E depois de um papo sobre como conheci a Bojunga, pelas mãos da professora Leile, na quinta série do Educandário Madre Guell, ela e eu chegamos a conclusão de que não vamos deixar nossa vontade de escrever crescer nem engordar. A gente vai escrever e pronto! Porque os livros se escrevem aqui, na nossa cabeça, não precisamos de caderno, papel... A gente imagina e pronto! O livro se escreve. Pena que nem todo mundo pense assim. E para as férias, planejamos muitas idas à biblioteca.

sábado, 31 de agosto de 2013

Observadora atenta

A caixa que embalava minhas encomendas virou uma casa, um capacete de bombeiro e, depois de toda furadinha com lápis de cor, uma caverna repleta de icebergs. Pecado pedir que elas parem para fazer o trabalho de casa. Não pedi, recolhi-me ao posto de observadora atenta. Não quero mais ser aquela que impede, tolhe, ordena, julga... Quero ser aquela que ajuda, atende, acolhe e ama. E mais nada. Recolho-me às insignificâncias da minha humilde função: ser mãe, ainda que o cargo me custe uma casa desarrumada (indigna de visitas mais exigentes), um relógio biológico onde se marcam um sem-número de noites mal dormidas, um cabelo por pintar, uma perna por depilar ou um outro curso de pós graduação por começar. Não procuro reconhecimento futuro, virtudes acadêmicas... Apenas dois rostinhos que me fitem, ao final do dia, cansados de muitas e muitas invencionices...

 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Aprendendo a ler em casa

Não publiquei aqui ainda o diário da coqueluche e suas complicações porque fui postando no facebook, dia a dia e compilei tudo no outro blog.


Por estarem todo este tempo fora escola (a doença começou no meio de fevereiro) tenho tentado compensar para que elas não desacostumem de estudar e para atender ao pedido da Laís para que eu a ensinasse a ler. Faço as atividades em qualquer lugar, preciso apenas de cadernos e lápis. Parlendas, músicas e  histórias são o material que elas já guardam na cabeça e servem de eixo para as descobertas. Ontem elas conseguiram reconhecer o primeiro valor sonoro, numa discussão acerca de como começava a palavra BRAVA. Para Ísis começava com B de Bernardo e para Laís, com A. Ninguém chegou a conclusão nenhuma, mas eu vi como faz diferença um trabalho sistemático, mesmo que feito assim, na sala de espera dos consultórios, no carro ou nos quartos de hospital. Na lista com os nomes das princesas, já incluí pares começados com a mesma letra. As intervenções ainda estão na fase da informação, mas aos poucos as perguntas vão se anunciando, devagar...  Hoje mesmo peguei as duas sentadas na minha cama, caderno na mão, lendo com o dedinho a parlenda do 1, 2 feijão com arroz. Para uma professora alfabetizadora, é um momento que não tem preço...

Os números eu deixei com a série Umizoomi e aproveito a vontade que elas têm de falar ao telefone (principalmente com os avós) para incentivar que elas liguem sozinhas. Outro dia acordaram o avô às sete da manhã, em pleno domingo...

domingo, 10 de março de 2013

Remédio que não acaba mais...


Pra você que pensa que os idosos é que tomam muito remédio, olha a rotina aqui em casa!

HORÁRIO DOS MEDICAMENTOS

HORA
LAÍS
ÍSIS
6 :00
ZINNAT  5 ML
BRONCO VAXXON
1 SACHÊ EM JEJUM
6:30
BAMBAIR 5 ML

BAMBAIR 10 ML
7:00
CETOTIFENO 5 ML

CETOTIFENO 5 ML
7:30
ACETILCISTEÍNA
5 ML


7:30
LAVAR  NARIZ + SPRAY BUSONID (1 JATO EM CADA NARINA)
LAVAR  NARIZ + SPRAY BUSONID (1 JATO EM CADA NARINA)


7:30
NEBULIZAÇÃO COM 3 ML DE SORO + ½ FLACONETE DE CLENIL A + ½ FLACONETE DE
FLUIBRON A

NEBULIZAÇÃO COM 3 ML DE SORO + ½ FLACONETE DE CLENIL A

12:00
LAVAR NARIZ
LAVAR NARIZ

14:00

ACETILCISTEÍNA
5 ML

15:00
LAVAR NARIZ
LAVAR NARIZ

17:30
ZINNAT  5 ML



18:00
1 SACHÊ DE MONTELAIR DISSOLVIDO NA 1ª COLHER DO JANTAR
1 SACHÊ DE MONTELAIR DISSOLVIDO NA 1ª COLHER DO JANTAR

18:30
CETOTIFENO 5 ML
CETOTIFENO 5 ML


19:00
LAVAR  NARIZ + SPRAY BUSONID (1 JATO EM CADA NARINA)
LAVAR  NARIZ + SPRAY BUSONID (1 JATO EM CADA NARINA)

19:30
NEBULIZAÇÃO COM 3 ML DE SORO + ½ FLACONETE DE CLENIL A
NEBULIZAÇÃO COM 3 ML DE SORO + ½ FLACONETE DE CLENIL A
20:00
ACETILCISTEÍNA
5 ML


TODOS OS REMÉDIOS ESTÃO NA CESTA VERDE PEQUENA

SE PRECISAR, NEBULIZAR A LAÍS COM SORO + 10 GOTAS DE MUCOSOLVAN

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Cada hora tem a sua coisa...

Quem acompanha o meu blog sabe que minhas filhas nasceram prematuras, com 31 semanas, todas duas com menos de dois quilos e a Ísis, com dificuldade respiratória. Já narrei antes que elas demoraram para sentar, engatinhar, andar, falar, tirar a fralda e... eu pensava que tinha me livrado de estresses deste tipo, das cobranças, comparações e do sentimento de culpa... Mas não me livrei! O aniversário de  cinco anos se aproxima e agora tem a angústia da alfabetização. Em post recente, eu contei do entusiasmo da Laís com a leitura, que ia começar a alfabetizá-la em casa, etc.  Só que hoje, quando comecei, notei que não vai ser nada fácil, é provável que demore bem mais do que eu estava imaginando...exatamente como foi com todas as outras etapas... Eu sei, já devia estar conformada, mas é que agora o buraco é mais embaixo, a pisada é no meu calo. Eu não sou uma mãe qualquer, sou uma pedagoga que trabalha com formação de professores alfabetizadores, tenho cursos, experiência, um nome a zelar!!!! E aí as pessoas vêm me dizer felizes como seus filhos são inteligentes, adiantados, pensam rápido... eu não consigo escapar de não ficar arrasada! Logo eu, que já tranquilizei tantas mães dizendo para respeitar o tempo de aprendizagem de cada criança, que cada um é mais hábil nesta ou naquela coisa, sinto na pele o sofrimento de cada uma, enxergo com mais clareza o sentido da lágrima caída... Sei que não vai ser fácil carregar este pequeno fardo (fardo grande é doença), mas tentarei não pressioná-las, tentarei não prestar atenção nos comentários maldosos, tentarei contar outras pequenas vitórias para não me sentir tão mal assim, tentarei (juro!) compará-las somente com elas mesmas e fazer deste momento tão mágico de esforço e conquista, uma estrada mais leve e de caminho seguro, como sempre foi a alfabetização de todos os meus alunos, retirando as pedras uma a uma, afinal de contas, cada hora tem a sua coisa... Por que haveria de ser diferente com elas? Só porque sou EU a mãe?

domingo, 16 de dezembro de 2012

Louca para aprender a ler


Os amigos que reclamavam que eu escrevia mais sobre a Laís devem estar satisfeitos agora, pois notei ao publicar o último artigo que dá Ísis neste blog, e ainda faltam muitas histórias para contar, inclusive da busca por uma boa fonoaudióloga, que a dela fazia reclamar...  Pois é,  escreverei sobre a Laís então, que (agora sim) está sedenta por aprender a ler.  Quis escrever ela mesma a cartinha para o Papai Noel, clamou por um alfabeto móvel, quer repetir a história dos livros diversas vezes de memória, pergunta o tempo todo onde está escrito cada coisa. Eu me rendi e espero apenas a compra de uma impressora para começar a alfabetizá-la, sinto que ela não vai aguentar esperar até completar seis anos... alfabetizei tantas crianças, por que não com minha própria filha? Ao mesmo tempo, tenho o máximo cuidado para não me empolgar e intervir mais do que devo... se bem que ela mesma se cansa e me coloca o freio: “Ah, mãe, agora eu vou escrever assim...”  e faz umas cobrinhas imitando a escrita corrida dos adultos. Eu pergunto: “Mas não vai usar as letras?” Ela faz carinha de descaso e diz: “Ah, não, deixa eu escrever do jeito de criança...”

sábado, 15 de dezembro de 2012

Um susto e... três pontos na testa!


Esses dias, além do maior volume de trabalho (comum nos finais de ano), tivemos algumas surpresas. Estávamos nos preparando para dormir quando ouço uma gritaria. Chegando ao meu quarto me deparo com a Ísis chorando, caindo sangue da testa. Tão comportada, jogou-se na minha cama  mas não contava com a quina da madeira na parede. Fomos à emergência, tarde da noite. Confesso que fiquei tão nervosa que paralisei, meu marido é que cuidou de tudo, estancou o sangue e colocou gelo. Eu conseguia andar de um lado para o outro, feito barata tonta. Ela gritava de dor e susto e a irmã de susto. (Laís tem nojo de cabelo, que dirá ver sangue, ela quase teve uma síncope!) Fomos à emergência e o resultado foram três pontos na testa, muito inchaço, cabeça enfaixada e preocupação. O raio X deu normal, mas o susto foi grande. No dia seguinte desinchou bastante e tive calma suficiente para colocar a foto dela no facebook. Era olhar e adivinhar que foi arte... Parece coisa de nada, mas o nosso coração sofre muito quando o assunto é a saúde do filho da gente, dormi umas três noites ao lado da cama dela com medo de acontecer alguma coisa. Amanhã voltaremos ao hospital para rever o corte pois apareceram dois hematomas, um ao lado de cada olho, será que o sangue desceu? 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Tinha uma LUA no meio da página...

Era uma vez uma menina ligada nos duzentos e vinte volts. Sem parar, agitada toda a vida, curiosa como ela , ninguém conseguia segurar a imaginação, a alma e muito menos o corpo daquela criança. Filha minha, esqueci de dizer. Depois de fazer gritaria na rua, show nos consultórios e corredores de shopping, ainda dá uma piscadinha para a gente perder o rebolado. Pois é, não havia nada que segurasse esta moça numa cadeira... Até que um dia chegou algo feito carta em envelope cor-de-laranja, que a gente abriu correndinho, estávamos esperando. Era ela, a coleção de livros do Itaú. Li o primeiro livro por pedido da irmã dela, uma literata nata. Li o segundo pela metade. Tinha coisa mais interessante passando na TV. E o Lino ficou ali, caído no chão, ao alcance dos seus dedinhos. Pediu para ler, coisa que ela nunca faz. Quando o Lino apresentou a Lua seus olhos arregalaram feito nunca tivessem visto nada igual. “Ela tem uma LUA na barriga!” Foi ao fim da história, acariciou a página, suspirou de espanto, voltou ao início, recomeçou; e tudo que era comentário virou papo-poesia. A mãe lembrou do dia em que ela pediu a LUA de presente, do nome da irmã que também era ESTRELA, da dona Sofia do mesmo André que tinha a poesia tatuada nas paredes de casa... e derramou umas lagriminhas que a menina nem viu, nem sentiu quando a voz que lia tremeu; mas elas se juntaram às pontas de vento que sopravam do livro quando  Estrela rodopiava com o Lino e voaram para longe, janela afora. Rumo à LUA?

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Quero jogar futebol!!!!

Laís já acordou com todo o gás. Pediu para colocar o uniforme do Vasco e ficou assim, o dia inteiro, com a bola na mão esperando que o pai a levasse para jogar futebol na quadra. Mas com a Ísis doente, nada feito. Passou o dia vendo dvds. Tadinha, vamos rezar para que o verão chegue logo, filha, aí você vai jogar futebol quantas vezes você quiser!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Menina Taká, primeiro livro da Laís

Laís trabalha no seu primeiro livro: "Menina Taká", personagem que ela criou, batizou e conta com a minha ajuda para colocar no papel. Já escrevemos a primeira parte, mas ela quer sempre terminar e com "felizes para sempre", como nos contos de fadas. No entanto, a Menina Taká parece mais ter saído de um conto de ficção científica, sua aparência física não tem nada de convencional. Quanto mais eu pergunto sobre ela mais a Laís se empolga e inventa mais detalhes sobre ela. Não tem muito "mais"? Pois é. A mãe escritora tomou um pito da Clarice mirim: "Mãe, não é pra colocar toda hora Menina Taká, Menina Taká!" Eu, que só quis acompanhar a fala dela, no lugar de emprestar a minha, fiquei sem palavras.



sábado, 12 de maio de 2012

Ser mãe é... (FELIZ DIA DAS MÃES!)


... sair correndo, brava, atrás dela pelos corredores do shopping enquanto todo mundo cai na gargalhada.

...ver filme dublado mesmo detestando simplesmente por não conseguir sentar para ler a legenda.

...engordar de tanto beliscar o biscoito, o pão de queijo, a batata frita e a pizza delas.

...abandonar a dieta saudável e começar a comprar biscoito, pão branco, açúcar refinado e... guloseimas para fazer chantagem na hora da comida. “Você come a cenoura que eu te dou chocolate!”

...interromper as compras mais de dez vezes para levá-las ao banheiro, mesmo sabendo que o intuito é fazer bagunça no mercado!

 ...ouvir “Eu te amomamãe” várias vezes por dia acompanhado de um abraço apertado.

FELIZ DIA DAS MÃES!

domingo, 6 de maio de 2012

Tudo novo de novo (no hospital)

Promessa de zoo com Fefê e Alice viraram um quase dia inteiro no hospital. De novo, Ísis com pneumonia e Laís com sinusite. Estava tentando o máximo evitar as emergências por conta da epidemia de dengue, mas não deu... a Laís parou de comer, e quando a gente a obriga, vomita tudo. Tava muito cheio, mães e pais estressados... De quebra, quando chego em casa, percebo que o antibiótico comprado na Pacheco estava com o lacre violado, vidro aberto e líquido derramado... Graças a Deus a farmácia aqui perto nos salvou... de novo!!!!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Vamos mudar um pouco essa história?

Eu acabara de ler o livro que terminava exatamente assim: “ E as histórias de Sherazade continuam encantando crianças e adultos até os dias de hoje”...

___ , mas não foram felizes para sempre...
___ Eles foram felizes para sempre.
___ Mas ela não é princesa!
___ É sim.
___ Ela não tem vestido...
___ A roupa dela é diferente.
___ O vestido é amarelo... e ela não se casou com o príncipe...
___ Fez melhor, se casou direto com o rei.
___ Mas não é príncipe... ela não tem príncipe... Vamos fazer um príncipe pra ela, dobrar pequenininho e colocar dentro da história!

sábado, 18 de fevereiro de 2012

É Carnaval, gente!


A varinha quebrou, a coroa machucou, o vestido respingou, mas ninguém perdeu o pique!

Quem quiser conferir, tem novo artigo no outro blog:  

maeemdosedupla.bebeblog.com.br