sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Tinha uma LUA no meio da página...
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Quero jogar futebol!!!!
Laís já acordou com todo o gás. Pediu para colocar o uniforme do Vasco e ficou assim, o dia inteiro, com a bola na mão esperando que o pai a levasse para jogar futebol na quadra. Mas com a Ísis doente, nada feito. Passou o dia vendo dvds. Tadinha, vamos rezar para que o verão chegue logo, filha, aí você vai jogar futebol quantas vezes você quiser!
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Menina Taká, primeiro livro da Laís
Laís trabalha no seu primeiro livro: "Menina Taká", personagem que ela criou, batizou e conta com a minha ajuda para colocar no papel. Já escrevemos a primeira parte, mas ela quer sempre terminar e com "felizes para sempre", como nos contos de fadas. No entanto, a Menina Taká parece mais ter saído de um conto de ficção científica, sua aparência física não tem nada de convencional. Quanto mais eu pergunto sobre ela mais a Laís se empolga e inventa mais detalhes sobre ela. Não tem muito "mais"? Pois é. A mãe escritora tomou um pito da Clarice mirim: "Mãe, não é pra colocar toda hora Menina Taká, Menina Taká!" Eu, que só quis acompanhar a fala dela, no lugar de emprestar a minha, fiquei sem palavras.sábado, 12 de maio de 2012
Ser mãe é... (FELIZ DIA DAS MÃES!)
...ver filme
dublado mesmo detestando simplesmente por
não conseguir
sentar para ler a legenda .
...engordar de tanto beliscar o biscoito , o pão
de queijo , a batata
frita e a pizza
delas.
...abandonar a dieta saudável
e começar a comprar biscoito , pão branco , açúcar
refinado e... guloseimas para fazer chantagem na hora
da comida . “Você
come a cenoura que
eu te
dou chocolate !”
...interromper as compras mais de
dez vezes
para levá-las ao banheiro ,
mesmo sabendo que
o intuito é fazer
bagunça no mercado !
...ouvir “Eu te amo , mamãe ” várias vezes por dia acompanhado de um abraço apertado .
FELIZ DIA DAS MÃES!
Tem mais em www.maeemdosedupla.bebeblog.com.br
domingo, 6 de maio de 2012
Tudo novo de novo (no hospital)
Promessa de zoo com Fefê e Alice viraram um quase dia inteiro no hospital. De novo, Ísis com pneumonia e Laís com sinusite. Estava tentando o máximo evitar as emergências por conta da epidemia de dengue, mas não deu... a Laís parou de comer, e quando a gente a obriga, vomita tudo. Tava muito cheio, mães e pais estressados... De quebra, quando chego em casa, percebo que o antibiótico comprado na Pacheco estava com o lacre violado, vidro aberto e líquido derramado... Graças a Deus a farmácia aqui perto nos salvou... de novo!!!!
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Vamos mudar um pouco essa história?

___ Ué , mas não foram felizes para sempre ...
___ Eles foram felizes para sempre .
___ Mas ela não é princesa!
___ É sim .
___ Ela não tem vestido ...
___ A roupa dela é diferente .
___ O vestido é amarelo ... e ela não se casou com o príncipe ...
___ Fez melhor , se casou direto com o rei .
___ Mas não é príncipe ... ela não tem príncipe ... Vamos fazer um príncipe pra ela , dobrar pequenininho e colocar dentro da história !
sábado, 18 de fevereiro de 2012
É Carnaval, gente!
A varinha quebrou, a coroa machucou, o vestido respingou, mas ninguém perdeu o pique!
Quem quiser conferir, tem novo artigo no outro blog:
maeemdosedupla.bebeblog.com.br
domingo, 18 de dezembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Depois da tempestade...
Depois da tempestade, vem a bonança... Quinze dias em recuperação, e o diagnóstico foi exatamente o mesmo de meses atrás: pneumonia na Ísis e sinusite na Laís. Só que desta vez o antibiótico demorou a fazer efeito e ainda persiste (mas pouco) uma tosse muito intensa, tipo da que já fez o pai delas desmaiar algumas vezes. O meu medo aumenta, uma vez que já vi acontecer com ele, pinta um desespero. À noite fica difícil dormir... Os remédios de rotina já são muitos, em episódios deste tipo dobram de número, inclusive as contas da farmácia, que sobem assustadoramente!!! Hoje fez um solzinho, descemos pro parquinho. Coitadas, estavam há quinze dias sem pôr a cara na rua...
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Diário das superescritoras mirins
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Diário de uma (nova) internação - parte I
Já disse antes (ou pior, escrevi) que doenças não seriam mais o meu assunto neste blog, mas algumas coisas são inevitáveis na vida. Acabamos de vir de uma internação de 7 dias por adenite e amigdalite. Não preciso nem dizer de quem, né? Pois é, a Laís continua com a imunidade em baixa, acredito eu por falta de comer frutas, principalmente. Como o paladar dela é muito seletivo, até os suplementos ficam complicados de se administrar. Sobraram coisas boas e ruins, posso dizer que foram sete dias bem "animados". Vou contando aos poucos, aqui e no outro blog, pois costumo atualizá-los com posts distintos.Começando bem, acho que foram sempre muito legais as visitas das contadoras de histórias da "Associação Viva e deixe viver", que fizeram a alegria da Laís. Incansável, ela esperava ansiosamente e deliciava-se com cada palavra. Aproveito para parabenizar estas pessoas pelo trabalho lindo que realizam.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
Odeio inverno porque...
...elas choram pra tomar banho. Durante todo o verão elas tomam banho comigo, mas nesta época nem posso sonhar em banhá-las com água quente, do tipo que eu gosto. Conclusão: eu morro de frio, elas também.
...as roupas de frio são bem menos duradouras que as de calor. O vestido vai ficando um pouco curtinho, mas a gente continua usando, já as calças compridas e casacos não dá nem pra disfarçar, elas perdem mesmo. O jeito é improvisar colocando legging com short ou saia jeans e jogando um casaco em cima. Ou usar vestido com meia calça e blusa de manga longa por baixo, como dá pra ver na foto (como ela foi tirada no ano passado, as mangas desta blusa já estão quase no cotovelo da Ísis). É o jeito que a gente dá para termos de comprar o mínimo de peças possível.
...a retirada da fralda fica bem mais complicada. A Laís já completou o processo, apenas temos que correr um pouco mais no frio, para não escapar nada. Já a Ísis ainda tem um longo caminho a percorrer, só fica metade do dia sem fralda. Além disso, ela está tão grande que só uma marca cabe (POMPOM SXG) e fica difícil encontrar às vezes.
...acaba a farra de andar descalço em casa o dia todo. Elas ainda não acostumaram com o chinelo sem elástico atrás e o jeito é colocar as meias antiderrapantes que já estão pra lá de pequenas! Será que pantufas resolvem? Coitada da minha lavadeira que esfrega as meias! Se eu não a tivesse, jogaria todas na máquina direto. Quem duvida?
Bem, além de todas essas razões, eu simplesmente odeio frio e esta razão para mim já é suficiente. quando eu vejo alguém, no verão, dizendo que odeia o calor eu penso que só pode ser maluco e agradeço a Deus por estar suando em bicas!!!!!!!
sábado, 23 de abril de 2011
Aniversário de 3 anos na escola
sábado, 12 de março de 2011
A primeira peça de teatro...a gente nunca esquece!
Hoje Laís e Ísis foram pela primeira vez ao teatro. Elas já assistiram a alguns shows, mas numa sala de espetáculos elas nunca haviam pisado antes. Já tínhamos tentado em outra ocasião, mas a peça foi cancelada e terminamos o dia no parquinho do shopping. Hoje aproveitei a proximidade de casa e o precinho bem camarada para convencer o papai em largar as delícias da TV paga. Foi difícil (a disputa era desigual, uma história infantil contra trocentos canais de filmes) mas conseguimos chegar lá. Eu temia pela Ísis e seu curtíssimo intervalo de concentração, mas escolhi uma história que é bem a cara dela, forte admiradora do céu: “Joaquim e as estrelas”. O sinal tocou três vezes e, ao apagar as luzes, eu não consegui segurar as lágrimas. Mas desta vez, diferente das outras, não foi só pelo texto e encenação sensível, mas principalmente por ter a feliz oportunidade de apreciar o comportamento fascinante das minhas rebentas. Duas ladies, cada uma com seu jeitinho. Laís com seu interesse impenetrável, concentradíssima, e Ísis, participando deliciosamente, não havia espectador que não sorrisse e virasse a cabeça para procurar a dona da voz pequenina que insistia em comentários espantados e risadas gostosas. Ofereci alguns biscoitos a fim de perpetuar o olhar atento, mas a cada vez que eu pensava em intervir de maneira mais enérgica, algo acontecia e ela voltava a prestar atenção. No carro, a Laís dormiu e Ísis, com a programação na mão, tentava recuperar a história através da fotografia. E eu, minha gente, não precisei de câmeras para registrar este momento. Preferi (de novo) deixar as imagens na memória, as palavras neste escrito e dizer só com o olhar: “Filhas, bem-vindas ao mundo da arte!” segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Chapéu pra tirar foto
Agora virou rotina a Laís me pedir o chapéu e arrastar a irmã: "Tirar foto! Tirar foto!" Até de camisola...
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Primeiro dever de casa
No primeiro dever de casa elas foram disciplinadérrimas... Fizeram questão de verificar se as figuras não estavam de cabeça para baixo , de perguntar se estava certo antes de colar e de só aceitar que terminou quando esgotou-se o espaço da folha do caderno . Em seguida , não se fizeram de rogadas e exigiram um novo dever , tive de inventar na hora e recortar uns bichos para satisfazer a sede de aula das pequerruchas. A pesquisa era da cor vermelha , mas volta e meia Ísis levanta um objeto de qualquer cor e grita : “É azul !”
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
LAÍS E ÍSIS NA ESCOLA
JARDIM ESCOLA TIA LEILA: PARTE 1 -LEITURA PRA TODAS AS IDADES - EDUCAÇÃO IN...: "EM NOSSAS TURMAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL DE 2 E 3 ANOS, JÁ INICIAMOS O CONTATO DOS PEQUENOS COM A LITERATURA, PARA QUE AO CHEGAREM ..."
LAÍS E ÍSIS NA ESCOLA
JARDIM ESCOLA TIA LEILA: PARTE 1 -LEITURA PRA TODAS AS IDADES - EDUCAÇÃO IN...: "EM NOSSAS TURMAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL DE 2 E 3 ANOS, JÁ INICIAMOS O CONTATO DOS PEQUENOS COM A LITERATURA, PARA QUE AO CHEGAREM ..."
sábado, 19 de fevereiro de 2011
A lua de Ísis
domingo, 23 de janeiro de 2011
O sequestro do Pessoa
Manhã de Natal
domingo, 26 de dezembro de 2010
Rituais natalinos
sábado, 25 de dezembro de 2010
domingo, 19 de dezembro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Canseira...
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Repetição...ou não? (Síndrome do papagaio)
Bem, estou mais calma e aceitando melhor algumas coisas... As generalizações continuam e temo me cansar se ficar repetindo incessantemente que aquele animal não é au-au, e sim jacaré, passarinho ou macaco. Para as duas, todo animal é au-au, toda criança é neném, tudo que tem tecla merece um alô e ponto final. Apesar de trabalhar com educação, acho uma chatice ficar repetindo sem parar as palavras para que depois elas mostrem para os outros o que aprenderam... Parece que todo mundo que se aproxima fica querendo testar os conhecimentos da criança, mal nasceu e já está inscrita no vestibulinho: tem que saber dizer quantos anos tem, as cores, os números, etc e tal. Me aconselharam a comprar uns DVDs malucos que ficam repetindo sem parar as mesmas palavras para estimular a fala de bebês. Os tais já ganharam até prêmio! É tão bom que a palavra falada não casa com a imagem mostrada, e repete sem parar sem relacioná-la a alguma coisa que tenha lógica. Como nada é totalmente ruim, aparecem alguns (poucos) quadros lindos de pintores famosos e a música é clássica, igualmente linda! Laís relaxou que é uma beleza, mas acredito que para aprender as cores, não serviu! Comprei uns lápis coloridos e peço para elas pegarem esta ou aquela cor, mas não quero me estressar mais com isso. As palavras tem de aparecer naturalmente, a partir das situações vividas. Só assim farão sentido e serão, de fato, aprendidas. Vale lembrar que elas são crianças, não PAPAGAIOS!
sábado, 24 de julho de 2010
Pílulas de mãe
2. A febre as faz mais sonolentas e carinhosas. No lugar da agitação, curtem aninhar-se no nosso colinho... três dias de puro aconchego...
3. Inútil distraí-las para que não prestem atenção nos episódios do CSI (o pai vê todos os dias), outro dia Ísis imitava o psicopata da tela, que parecia uma cobra com a língua de fora.
4. Tanta gente querendo perder peso por aí (inclusive eu!) e a Laís consegue fácil esta proeza, a cada consulta ela perde mais um tiquinho. Aposentamos o Sustagen e a pediatra receitou Fortin. É hipercalórico, tão bom que ela toma na mamadeira e recusa o almoço... Ô dificuldade!
5. A conta da farmácia tá maior que o Everest!
terça-feira, 20 de julho de 2010
Desespero em se comunicar
Ísis resolveu me bater, puxar meu cabelo e me morder quando quer alguma coisa. O que dói (literalmente) é não sabermos o que é. Na maioria das vezes, fome, e é normalmente inútil pedirmos para que ela fale o que quer... "Fala, filha, o que você quer?" O engraçado é que ela já diz muita coisa, mas suponho que seja apenas por repetição, não porque entendeu realmente o que aquilo significa, ainda que só repita determinadas expressões nas situações certas. Será que, por nervosismo ou desespero, não consegue raciocinar na hora? Estão novamente doentinhas, e sem comer quase nada, vomitando a torto e a direito, deve dar mesmo um desespero de fome. A Laís abre logo a boca: "Qué mamá!", mas a irmã ainda precisa gritar e bater. Quando fui a uma palestra sobre surdos, a doutora sempre reforçava que eles, de uma maneira geral, mostram-se agressivos antes de aprenderem LIBRAS. O desespero de não conseguir se comunicar é algo impossível de se imaginar, deve ser muito ruim. Nessas horas tento me controlar e entender o lado da minha princesa. Está crescendo, já compreende muita coisa, mas a comunicação ainda é um grande problema pra ela. Crianças mais novas talvez não se desesperem tanto, o entendimento do que acontece em volta ainda é menor. Além disso, ninguém espera que uma criança de um ano ou de meses fale do que está precisando, a nossa cobrança é maior sabendo que ela já tem mais de dois anos... Bem, enquanto isso a gente continua apanhando, tentando adivinhar o que ela quer... mas sem nunca deixar de perguntar mais uma vez: "O que você quer, filha? Fala!"
quinta-feira, 1 de julho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
Em tempos de doença...é lazer zero!!!
Hoje elas voltaram a comer depois de mais dois episódios de infecção. Depois de sete dias a tosse continua à noite e a Laís vomitou hoje novamente. Não posso dar corticóide, eles têm limite de uso – que já foi mais do que ultrapassado. Na emergência a médica constatou otite e amigdalite na Ísis, mas a outra não tem nada, só catarro. Para eles parece algo tão simples, né? Alguma coisinha sem importância que faz a criança tossir o dia inteiro, não deixa dormir à noite e ainda vomitar o leite...é... não parece nada inofensivo. Estou no meu limite. Os episódios estão colados, às vezes elas ficam apenas dois ou três dias saudáveis. O remédio para prevenir custa 150 reais a caixa para cada uma, é um pó, não pode misturar no leite, nem na comida quente... direto na boca é impossível, elas jogam tudo fora vomitando... Quem tiver uma solução que me indique, mas eu estou seriamente pensando em tirar da creche e deixar em casa... Doentes, eu passo os começos de noite limpando vômitos, cocô, medicando, limpando narinas e inventando meios esdrúxulos para fazê-las comer alguma coisa. A madrugada é certa: acalmando tosses e colocando-as em pé, no colo, para facilitar a respiração. Desse jeito, quem agüenta trabalhar no dia seguinte? No fim de semana, é a mesma rotina, só que 24 horas no ar... Lazer zero! Meu lazer é vê-las dançar na frente da TV!
domingo, 23 de maio de 2010
Diário de uma escarlatina II
Amigos e família,
Não sei se ficou claro, mas apesar das postagens recentes, as informações são antigas. Fiquei um tempo desconectada, mas graças aos meus vizinhos estou de volta. No entanto, escrevi e guardei muita coisa, que estou publicando agora. Portanto, as datas a serem consideradas são as que estão no corpo da mensagem, ok?
Beijos.

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ANIVERSÁRIO EM PEQUENO ESTILO
Sábado, 27 de março de 2010.
Hoje é aniversário das duas e, como Laís ainda não está liberada para a vida lá fora até o fim do antibiótico, faltamos à festa da minha irmã de 6 anos (ela faz anos no mesmo dia) e resolvemos fazer uma festinha particular, só para nós quatro. Pendurei o painel que a tia Vanessa comprou para enfeitar a festa da escola (acabou não rolando), fiz brigadeiro de colher e compramos um bolo. Papai deu um jeito de posicionar a filmadora sem que ninguém precisasse pilotá-la a fim de registrar cada momento do parabéns. Foi difícil chamar a atenção delas para a foto, os coelhinhos do painel estavam mais interessantes. É impressionante como elas se divertiram... Bateram palmas, cantaram, comeram tudo, fizeram bagunça e ficaram tristes de me ver desmontar a parafernália. Laís não queria sair da mesa de jeito nenhum. Mesmo depois de tudo desfeito, ela voltou a sentar na cadeira (alta demais pra ela) e acabou caindo no segundo em que me virei para preparar a última mamadeira da noite. A máquina fotográfica trabalhou pouco hoje, depois de umas poucas fotos, só resolveu voltar a funcionar quando as pimpolhas já estavam dormindo. Bem, elas curtiram tudo, provando que festa de aniversário é sempre importante para qualquer criança, por menor que ela seja, e está tudo registrado, como manda o figurino. Isto é o que eu chamo de uma festa só para os íntimos, o resto é conversa. Uma pequena comemoração para uma pequena família.
Sábado. 03 de abril de 2010.
A doença, para nossa surpresa, segue seu curso e, quando pensávamos já termos nos livrado dela, a danada nos mostrou as garras. O corpo da Laís continuou descamando, começando nas partes ainda não atingidas, as mãos e pés. Uma colega de trabalho já havia me alertado sobre este fato, mas eu, diante da melhora evidente, não levei muita fé. A pediatra solicitou que ela permanecesse em casa até o fim destes sintomas e pediu que a gente controlasse a alimentação, o mais natural possível (ela não gostou nada quando eu disse que as duas comeram chocolate no aniversário). Eu voltando a trabalhar, fica meio complicado, elas devem ficar com o pai até as mãos da Laís descamarem totalmente. Com a movimentação intensa, a pele acaba saindo mais cedo do que devia, quando a de baixo ainda está sensível. Tenho feito massagens com óleo hidratante, como fiz no resto do corpo, mas nas mãos é esquisito, a pele é mais grossa, não funciona muito. Depois do banho é que fica molinha e acaba saindo naturalmente. Nos pés não sei o que fazer, passar óleo não dá, não sei se deixo de meia... Bem, ela odeia meia, vai acabar tirando, então a deixo descalça.
Eu pouco tinha ouvido falar de escarlatina, a não ser na música da bailarina, mas desde que minha filha teve, em todo lugar que comentamos o assunto aparece alguém que já teve. Como os médicos disseram, é bem comum, embora geralmente ela se apresente bem mais branda do que foi na nossa fofinha.
RESPEITANDO OS HORÁRIOS
Desde que voltei do hospital estou mantendo os horários da escola e, para minha surpresa, tive de dar razão ao meu marido, que sempre ficava em cima de mim para que eu respeitasse os horários, que seguisse uma rotina rígida... Agora vejo que ele está certo. Desde então não tenho tido problemas com as refeições – elas comem tudo – nem com a hora de dormir – elas dormem cedo. Tenho tido tempo para brincar, tempo pra mim, pra ver televisão e até para ler. Em contrapartida, como casal quase não estamos brigando, porque a maioria das nossas discussões girava em torno de um mesmo ponto: os horários. Como estou os seguindo à risca, são poucos os problemas. Nossas tarefas também estão melhor divididas. Ele prepara o leite da manhã, faz as compras, lava a louça e coloca o lixo fora. Eu preparo a mamadeira da noite, separo a roupa, dou banho e comida. O resto – que não é pouco – fica a cargo de nossas ajudantes e da escola, nos dias de semana. A rotina rígida me fez perceber que as crianças precisam de hora para tudo, e que isto traz tranqüilidade não só pra elas, mas pra gente também. Sem contar que as tarefas cotidianas, depois que você passa um tempo dentro de um hospital, passam a ter um colorido todo especial. Precisei passar por isso pra perceber como é bom estar em família, rir e dançar com minhas filhas, vê-las pular na barriga do pai ou escalar as estantes... Em qualquer lugar por onde eu passe, jamais serei insubstituível, a fila anda no meu trabalho se eu não estiver lá. Mas aqui, na minha casa, eu sou indispensável. Dois a um para o maridão, ele sempre chamava minha atenção pra isso também. Que bom que não dói nada dar o braço a torcer..
Não sei se ficou claro, mas apesar das postagens recentes, as informações são antigas. Fiquei um tempo desconectada, mas graças aos meus vizinhos estou de volta. No entanto, escrevi e guardei muita coisa, que estou publicando agora. Portanto, as datas a serem consideradas são as que estão no corpo da mensagem, ok?
Beijos.
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ANIVERSÁRIO EM PEQUENO ESTILO
Sábado, 27 de março de 2010.
Hoje é aniversário das duas e, como Laís ainda não está liberada para a vida lá fora até o fim do antibiótico, faltamos à festa da minha irmã de 6 anos (ela faz anos no mesmo dia) e resolvemos fazer uma festinha particular, só para nós quatro. Pendurei o painel que a tia Vanessa comprou para enfeitar a festa da escola (acabou não rolando), fiz brigadeiro de colher e compramos um bolo. Papai deu um jeito de posicionar a filmadora sem que ninguém precisasse pilotá-la a fim de registrar cada momento do parabéns. Foi difícil chamar a atenção delas para a foto, os coelhinhos do painel estavam mais interessantes. É impressionante como elas se divertiram... Bateram palmas, cantaram, comeram tudo, fizeram bagunça e ficaram tristes de me ver desmontar a parafernália. Laís não queria sair da mesa de jeito nenhum. Mesmo depois de tudo desfeito, ela voltou a sentar na cadeira (alta demais pra ela) e acabou caindo no segundo em que me virei para preparar a última mamadeira da noite. A máquina fotográfica trabalhou pouco hoje, depois de umas poucas fotos, só resolveu voltar a funcionar quando as pimpolhas já estavam dormindo. Bem, elas curtiram tudo, provando que festa de aniversário é sempre importante para qualquer criança, por menor que ela seja, e está tudo registrado, como manda o figurino. Isto é o que eu chamo de uma festa só para os íntimos, o resto é conversa. Uma pequena comemoração para uma pequena família.
Sábado. 03 de abril de 2010.
A doença, para nossa surpresa, segue seu curso e, quando pensávamos já termos nos livrado dela, a danada nos mostrou as garras. O corpo da Laís continuou descamando, começando nas partes ainda não atingidas, as mãos e pés. Uma colega de trabalho já havia me alertado sobre este fato, mas eu, diante da melhora evidente, não levei muita fé. A pediatra solicitou que ela permanecesse em casa até o fim destes sintomas e pediu que a gente controlasse a alimentação, o mais natural possível (ela não gostou nada quando eu disse que as duas comeram chocolate no aniversário). Eu voltando a trabalhar, fica meio complicado, elas devem ficar com o pai até as mãos da Laís descamarem totalmente. Com a movimentação intensa, a pele acaba saindo mais cedo do que devia, quando a de baixo ainda está sensível. Tenho feito massagens com óleo hidratante, como fiz no resto do corpo, mas nas mãos é esquisito, a pele é mais grossa, não funciona muito. Depois do banho é que fica molinha e acaba saindo naturalmente. Nos pés não sei o que fazer, passar óleo não dá, não sei se deixo de meia... Bem, ela odeia meia, vai acabar tirando, então a deixo descalça.
Eu pouco tinha ouvido falar de escarlatina, a não ser na música da bailarina, mas desde que minha filha teve, em todo lugar que comentamos o assunto aparece alguém que já teve. Como os médicos disseram, é bem comum, embora geralmente ela se apresente bem mais branda do que foi na nossa fofinha.
RESPEITANDO OS HORÁRIOS
Desde que voltei do hospital estou mantendo os horários da escola e, para minha surpresa, tive de dar razão ao meu marido, que sempre ficava em cima de mim para que eu respeitasse os horários, que seguisse uma rotina rígida... Agora vejo que ele está certo. Desde então não tenho tido problemas com as refeições – elas comem tudo – nem com a hora de dormir – elas dormem cedo. Tenho tido tempo para brincar, tempo pra mim, pra ver televisão e até para ler. Em contrapartida, como casal quase não estamos brigando, porque a maioria das nossas discussões girava em torno de um mesmo ponto: os horários. Como estou os seguindo à risca, são poucos os problemas. Nossas tarefas também estão melhor divididas. Ele prepara o leite da manhã, faz as compras, lava a louça e coloca o lixo fora. Eu preparo a mamadeira da noite, separo a roupa, dou banho e comida. O resto – que não é pouco – fica a cargo de nossas ajudantes e da escola, nos dias de semana. A rotina rígida me fez perceber que as crianças precisam de hora para tudo, e que isto traz tranqüilidade não só pra elas, mas pra gente também. Sem contar que as tarefas cotidianas, depois que você passa um tempo dentro de um hospital, passam a ter um colorido todo especial. Precisei passar por isso pra perceber como é bom estar em família, rir e dançar com minhas filhas, vê-las pular na barriga do pai ou escalar as estantes... Em qualquer lugar por onde eu passe, jamais serei insubstituível, a fila anda no meu trabalho se eu não estiver lá. Mas aqui, na minha casa, eu sou indispensável. Dois a um para o maridão, ele sempre chamava minha atenção pra isso também. Que bom que não dói nada dar o braço a torcer..
terça-feira, 6 de abril de 2010
Diário de uma escarlatina
Laís está internada com diagnóstico inicial de escarlatina. Pensávamos que não voltaríamos tão cedo aos corredores de um hospital, mas não houve jeito. Já completamos dois dias aqui e só hoje conseguimos desfrutar de uma pontinha de alívio. O quadro era tão feio que era impossível não entrar em desespero. Ela não tinha forças sequer para se sentar, e chorava a qualquer tentativa de tocar sua pele, que parecia queimada de sol. A pediatra também quis descartar a possibilidade da doença de Kawasaki (não sei como se escreve, depois pergunto ao Dr. Google) por isso pediu um ecocardiograma e a avaliação de um reumatologista. O eco deu normal, e o reumato ainda não veio. Acho que esta suspeita não vai se confirmar, ela está sem febre desde hoje cedo. -Ísis permaneceu em casa com a avó. Não pegou por pouco, estava tomando antibiótico por conta de um impetigo surgido no furo da orelha. - Os médicos e enfermeiros só adentram nosso quarto usando máscaras, mas os parentes e amigos que vieram visitar não demonstraram medo nenhum. Hoje, distraída com a lousa mágica que ganhou da tia-avó, Laís conseguiu suportar o incômodo do antibiótico na veia. Já brinca, os olhos desincharam, está menos vermelha e não reclama mais quando a tocamos. A pele descama em demasia, e afasta aquela “carinha de doente” que nos fazia tremer de medo de perdê-la. No entanto, sabemos que ainda há uma caminho a percorrer em direção a um completo restabelecimento, mas já não choro só de examinar seu rostinho... Meu olhar agora é de alegria, procuramos brincar com ela e esquecer que, de agora em diante, o mais importante é fazer com que este momento seja o menos doloroso possível... Quem sabe amanhã estaremos de volta para casa?
Domingo, 21 de março de 2010.
Estamos em casa. No carro, a caminho de casa, Laís não podia conter sua gargalhada, ficou radiante de ver o sol. Depois de quatro dias enclausurada, até eu perdi a noção da vida lá fora. Você não sabe se está chovendo, se está calor ou frio... No entanto, eu agradeci a Deus por ter ficado tão pouco tempo. Algumas mães passam seus dias e noites direto em hospitais. Peço perdão por ter reclamado.
Terça-feira, 23 de março de 2010.
Laís está bem melhor, a única coisa que a incomoda agora são as roupas, já que seu corpo está todo descamando e o calor reina. (Lá no hospital ela ficava no ar condicionado o dia inteiro, mas aqui em casa não dá. Na verdade também não queremos, nem eu nem ela. Ficamos tempo suficiente a janelas fechadas, sem sentir brisa nem ver a luz do sol. O pai ainda saía, mas eu sequer desci ao andar térreo) Portanto, ela só quer ficar assim: PELADA. E com a fralda arriada até o meio do bumbum. Volta e meia está se coçando e arrancando as pelinhas. Até a Ísis tem se ocupado em descascar a irmã.
Quinta-feira, 25 de março de 2010.
O antibiótico que a Laís está tomando é um veneno pra mim. Antes o receitado foi a amoxacilina, mas eu também sou alérgica. Não houve jeito. Tenho que dar claritromicina duas vezes ao dia. Ela não é muito boa de tomar nem vitamina C, que dirá qualquer outra coisa que não seja sorvete de creme, único doce que ela gosta. Fora a preferência pelo sabor salgado, Laís também tem como característica sua imensa força. Na madrugada era necessário às vezes três enfermeiras para segurá-la. Eu nem tento, chamo logo o pai. É ele quem segura para tirar sangue, levou pra furar a orelha... Nestas horas eu só faço chorar. Só que hoje, infelizmente, ele não estava e eu levei uma bela cusparada dentro do nariz! Mais cinco minutos e... pronto! A minha garganta já estava grossa, arranhando. Deixei as duas com a avó e corri para o hospital. Invadi a enfermaria, nem deu tempo de esperar o médico me chamar, tamanho o meu desespero. Edema de glote não era o melhor jeito de me lembrar daqui a algum tempo que a minha filha, aos dois anos, era campeã em cuspe a distância. Agora à noite, improvisei uma máscara usando uma toalhinha de mão e uma tiara. Aquelas que são vendidas nas farmácias são feitas de TNT e confesso que pensei: “E se alguma gotinha ultrapassa o tecido?” Quem já teve uma reação alérgica desse porte entende a minha neurose... Aos outros, eu desejo que nunca passem por isso. E, novamente, agradeço a Deus: ainda bem que a reação foi em mim, e não na minha filha! Já pensou? Ela ainda nem sabe falar...
Sexta-feira, 26 de março de 2010.
Domingo, 21 de março de 2010.
Estamos em casa. No carro, a caminho de casa, Laís não podia conter sua gargalhada, ficou radiante de ver o sol. Depois de quatro dias enclausurada, até eu perdi a noção da vida lá fora. Você não sabe se está chovendo, se está calor ou frio... No entanto, eu agradeci a Deus por ter ficado tão pouco tempo. Algumas mães passam seus dias e noites direto em hospitais. Peço perdão por ter reclamado.
Terça-feira, 23 de março de 2010.
Laís está bem melhor, a única coisa que a incomoda agora são as roupas, já que seu corpo está todo descamando e o calor reina. (Lá no hospital ela ficava no ar condicionado o dia inteiro, mas aqui em casa não dá. Na verdade também não queremos, nem eu nem ela. Ficamos tempo suficiente a janelas fechadas, sem sentir brisa nem ver a luz do sol. O pai ainda saía, mas eu sequer desci ao andar térreo) Portanto, ela só quer ficar assim: PELADA. E com a fralda arriada até o meio do bumbum. Volta e meia está se coçando e arrancando as pelinhas. Até a Ísis tem se ocupado em descascar a irmã.
Quinta-feira, 25 de março de 2010.
O antibiótico que a Laís está tomando é um veneno pra mim. Antes o receitado foi a amoxacilina, mas eu também sou alérgica. Não houve jeito. Tenho que dar claritromicina duas vezes ao dia. Ela não é muito boa de tomar nem vitamina C, que dirá qualquer outra coisa que não seja sorvete de creme, único doce que ela gosta. Fora a preferência pelo sabor salgado, Laís também tem como característica sua imensa força. Na madrugada era necessário às vezes três enfermeiras para segurá-la. Eu nem tento, chamo logo o pai. É ele quem segura para tirar sangue, levou pra furar a orelha... Nestas horas eu só faço chorar. Só que hoje, infelizmente, ele não estava e eu levei uma bela cusparada dentro do nariz! Mais cinco minutos e... pronto! A minha garganta já estava grossa, arranhando. Deixei as duas com a avó e corri para o hospital. Invadi a enfermaria, nem deu tempo de esperar o médico me chamar, tamanho o meu desespero. Edema de glote não era o melhor jeito de me lembrar daqui a algum tempo que a minha filha, aos dois anos, era campeã em cuspe a distância. Agora à noite, improvisei uma máscara usando uma toalhinha de mão e uma tiara. Aquelas que são vendidas nas farmácias são feitas de TNT e confesso que pensei: “E se alguma gotinha ultrapassa o tecido?” Quem já teve uma reação alérgica desse porte entende a minha neurose... Aos outros, eu desejo que nunca passem por isso. E, novamente, agradeço a Deus: ainda bem que a reação foi em mim, e não na minha filha! Já pensou? Ela ainda nem sabe falar...
Sexta-feira, 26 de março de 2010.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
De brinquinho!
Quando as duas nasceram, bem que tentamos furar as orelhinhas, mas o medo bateu à porta mais uma vez. Na clínica de vacinação, a enfermeira disse que a dona do estabelecimento proibia esta prática, pois o barulho da pistola fazia mal às crianças... O preço em outros lugares era uma quantia pra lá de astronômica, o que desanimou mais ainda, junto com o dó e as penas do ouvido sensível de nossas prematurinhas. Hoje já maduras, em pé, levamos as duas na farmácia ao lado - nossa vizinha de porta nos indicou um rapaz muito expriente na coisa - para realizar o sonho de seu pai, que já estava azucrinando meus ouvidos de tanto pedir, queria vê-las de brinquinho... Fiquei no balcão enquanto o pai entrou com a Laís. A-PA-VO-RAN-TE!!! Alguns minutos depois o choro era tanto que eu decidi entrar, pronta para assumir meu arrependimento. Mas já estava no fim. Ela, vermelha, em soluços, inchada, precisou de mais um tempo no colo do pai para se acalmar. Já eu,uma pilha por dentro, tentava conversar com os funcionários para ver se me distraía, mas de pouco adiantou. Do jeito que sou, e quem me conhece sabe, não demonstrei, sentir já estava de bom tamanho. Ísis deu menos trabalho, mas depois ficou chorosa e querendo cutucar o brinco o tempo todo. Subi as escadas tecendo meu verbo interno: "Eu não devia ter feito isso..." Elas estão felizes, bonitas, mas continuo funcionando à base de um combustível nada barato: o medo. O anti-séptico tem anestésico e já pintou nova neura:será que elas são alérgicas a esta substância? Se tem ou não fundamento, vamos esperar para ver. Depois eu conto...
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
IN-TENSO (OU VIGÍLIA)

Tudo mais in-tenso
os ódios
e remorsos
as letras das canções
os acessos de raiva
e o tamborilar dos dedinhos
nos meus
ao sabor das notas
que tocam
e me tocam
agora mais in-tensa
e imensa-mente.
Os pingos de chuva
as tintas
que pintam as
palavras do meu dia
ou as telas
da minha parede.
Há quem observe
atenta-mente
o que era objeto
só meu
de contemplar.
Há quem ame
escute
cante
sorria
comigo.
E vire o seu olhar
na mesma direção
que o meu.
E de longe enxergue
algo que ninguém viu
mas eu vi
a quatro pequeninos olhos
emprismesmados
nas suas mais di-versas
formas:
num achegar-se de ombros
ou num choro sentido
que para
apertado no
a-braço
quente, só de
pegá-la nos braços
e esquecer tudo
que ninguém viu
mas eu vi
num tamborilar de dedos
ao som de uma canção
qualquer.
(Dia 30 de dezembro de 2009, depois que Laís, ao som de Vigília, observava a tela que ganhei de Natal na minha parede alta. Ao mesmo tempo, tamborilava os dedinhos nos meus, no ritmo da canção. Depois pegou seu paninho, aninhou-se no meu colo e dormiu.)
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Reflexo no espelho

Os filhos são o reflexo dos pais no espelho? Talvez sejam, mas na água, não só invertido, mas turvo e principalmente, em movimento di-verso.
Meu pai gosta de ler jornal e revista, de ouvir música e é cinéfilo de carteirinha. Eu também. Minha mãe adora programa de entrevistas, espetáculos de dança e lê todo dia antes de dormir. Eu também.
Estudei música e abandonei, comecei tarde a realizar o sonho do meu pai, que não passou de apreciador. Prestei vestibular para cinema e não passei. Também dancei balé dos 7 aos 12 anos, mas não fui além disso.
Escrever e ler, no entanto, para mim é como colocar oxigênio para dentro e gás carbônico para fora, é vital. Meu avô tinha uma biblioteca com uma estante que ia até o teto. No entanto, todos os netos passaram por ali e nenhum coleciona pilhas de livros como eu.
Hoje minhas filhas já vão fazer dois anos, não sabem falar ainda, demoraram para andar, mal seguram a mamadeira sozinhas... Mas há algo que elas fazem com extrema maestria: folheiam as páginas dos meus, dos seus e dos nossos livros como ninguém, sem amassá-las ou rasgá-las. Não é que não haja livros rasgados. Como são a principal diversão aqui em casa, as duas brigam por eles, o que acaba causando os estragos. Mas os livros continuam, sempre, acessíveis. Há quem me condene por isso, dizendo que assim elas não aprenderão a conservá-los, mas discordo. Maior prejuízo é ficar longe deles. Mais tarde, tenho certeza que elas terão suas estantes de tesouros e sairão sempre à caça de outros. Como eu.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Escovando os dentinhos
Nunca pensei que fosse tão difícil escovar os dentes de uma criança pequena. Abandonei as dedeiras quando elas começaram a morder meu dedo direto! De dedo roxo, comprei duas escovinhas lindas! O creme dental sem flúor vai direto pra dentro, elas engolem, deve ser gostoso (confesso que nem provei). Quando havia só dentes na frente era mais fácil, mas agora... Os de trás elas reclamam de escovar, trancam a boca e não há quem abra! Então, dei meu jeito, pego a minha escova de dentes, fico em frente às duas para que elas imitem meus movimentos. Os vizinhos que me veêm da janela devem pensar que sou maluca, porque as caretas que faço são muitas... As duas morrem de rir, mas imitam. Até que deu certo. Difícil é tirar a escova da mão delas depois disso, é um tal de passar no cabelo, mastigar as cerdas...vira brinquedo. É o jeito, fazer o quê?
sábado, 28 de novembro de 2009
Dodói de uma, dodói de outra
Agora foi a Ísis que caiu doentinha. Pegou a mesma virose da irmã. Mesmo que a gente tente protegê-las e evitar muito contato, é inevitável, as duas acabam ficando doentes ao mesmo tempo ou logo depois. Desde que elas nasceram, acontece direto. Geralmente dois ou três dias depois uma gêmea tende a companhar a outra nos dodóis da vida. Já estão acostumadas a dividir tudo, dividem os remédios também. Neste caso foi diferente, a segunda demorou a apresentar os sintomas, mais de uma semana depois. Ainda bem que foi no fim de semana e de maneira bem mais leve. Já pensou ter de faltar ao trabalho duas semanas seguidas? A pediatra já tinha receitado uma fórmula homeopática pra tratar a febre da primeira, então, nem pensei duas vezes: dei logo, ao menor sinal de aumento na temperatura. Funcionou, ela nem chegou a 38º, muito menos perto do febrão que a irmã teve. Isso já tem três dias e até agora não precisei lançar mão do antitérmico. Ela já tinha consulta marcada mesmo, para renovar o remédio da homeopatia, caiu como uma luva. Temo que isto aconteça mais vezes quando as duas entrarem na escolinha. Dizem que é uma virose atrás da outra. Será? Ou depende da imunidade de cada criança. É uma questão para se investigar...
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