domingo, 6 de maio de 2012

Tudo novo de novo (no hospital)

Promessa de zoo com Fefê e Alice viraram um quase dia inteiro no hospital. De novo, Ísis com pneumonia e Laís com sinusite. Estava tentando o máximo evitar as emergências por conta da epidemia de dengue, mas não deu... a Laís parou de comer, e quando a gente a obriga, vomita tudo. Tava muito cheio, mães e pais estressados... De quebra, quando chego em casa, percebo que o antibiótico comprado na Pacheco estava com o lacre violado, vidro aberto e líquido derramado... Graças a Deus a farmácia aqui perto nos salvou... de novo!!!!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Vamos mudar um pouco essa história?

Eu acabara de ler o livro que terminava exatamente assim: “ E as histórias de Sherazade continuam encantando crianças e adultos até os dias de hoje”...

___ , mas não foram felizes para sempre...
___ Eles foram felizes para sempre.
___ Mas ela não é princesa!
___ É sim.
___ Ela não tem vestido...
___ A roupa dela é diferente.
___ O vestido é amarelo... e ela não se casou com o príncipe...
___ Fez melhor, se casou direto com o rei.
___ Mas não é príncipe... ela não tem príncipe... Vamos fazer um príncipe pra ela, dobrar pequenininho e colocar dentro da história!

sábado, 18 de fevereiro de 2012

É Carnaval, gente!


A varinha quebrou, a coroa machucou, o vestido respingou, mas ninguém perdeu o pique!

Quem quiser conferir, tem novo artigo no outro blog:  

maeemdosedupla.bebeblog.com.br

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Depois da tempestade...

Depois da tempestade, vem a bonança... Quinze dias em recuperação, e o diagnóstico foi exatamente o mesmo de meses atrás: pneumonia na Ísis e sinusite na Laís. Só que desta vez o antibiótico demorou a fazer efeito e ainda persiste (mas pouco) uma tosse muito intensa, tipo da que já fez o pai delas desmaiar algumas vezes. O meu medo aumenta, uma vez que já vi acontecer com ele, pinta um desespero. À noite fica difícil dormir... Os remédios de rotina já são muitos, em episódios deste tipo dobram de número, inclusive as contas da farmácia, que sobem assustadoramente!!! Hoje fez um solzinho, descemos pro parquinho. Coitadas, estavam há quinze dias sem pôr a cara na rua...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Diário das superescritoras mirins


Depois de ver um programa onde as crianças falavam sobre a escrita de um diário, Laís resolveu escrever um. No dia dividi um bloco que eu tinha entre as duas e apontei os lápis. No dia seguinte, Laís me intimou a levar uma página do diário para o trabalho. Era a MINHA página. Hoje comprei um caderninho para alimentar esta vontade nas duas. Setenta centavos apenas, mas precisa ver a alegria que provocou. Ísis imita os adultos e pergunta: “Qual o seu nome?” , e ai de mim que não o diga inteirinho. Em seguida ela vai escrevendo de carreirinha e repetindo para si, bem pausadamente e em tom baixo, o meu nome com a palavramamãe” no meio. Daqui a pouco pergunta de novo, de novo, de novo...Para completar comprei um DVD que elas adoram, Tinker Bell 3, e no filme a menina também faz um diário, que de pesquisa científica. Agora, folheando as páginas vejo que elas se preocupam em respeitar os limites da linha do caderno, vejam , tão miúdas... Juro que não influenciei em nada, eu nem contei pra ninguém que ainda tenho diário (secreto)...

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Diário de uma (nova) internação - parte I

Já disse antes (ou pior, escrevi) que doenças não seriam mais o meu assunto neste blog, mas algumas coisas são inevitáveis na vida. Acabamos de vir de uma internação de 7 dias por adenite e amigdalite. Não preciso nem dizer de quem, né? Pois é, a Laís continua com a imunidade em baixa, acredito eu por falta de comer frutas, principalmente. Como o paladar dela é muito seletivo, até os suplementos ficam complicados de se administrar. Sobraram coisas boas e ruins, posso dizer que foram sete dias bem "animados". Vou contando aos poucos, aqui e no outro blog, pois costumo atualizá-los com posts distintos.


Começando bem, acho que foram sempre muito legais as visitas das contadoras de histórias da "Associação Viva e deixe viver", que fizeram a alegria da Laís. Incansável, ela esperava ansiosamente e deliciava-se com cada palavra. Aproveito para parabenizar estas pessoas pelo trabalho lindo que realizam.

domingo, 15 de maio de 2011

Odeio inverno porque...

... a crise respiratória se instala acompanhada de muita tosse, catarro, mil remédios e inúmeras noites sem dormir. Este ano está pior, os lábios chegam a estar pálidos, apareceram olheiras de novo. Fazemos nebulização com broncodilatador no mínimo duas vezes ao dia. Esta crise já dura mais de um mês. A medicação tem feito da Ísis, que é comilona e alegre, uma menina sem apetite e mal-humorada.

...elas choram pra tomar banho. Durante todo o verão elas tomam banho comigo, mas nesta época nem posso sonhar em banhá-las com água quente, do tipo que eu gosto. Conclusão: eu morro de frio, elas também.

...as roupas de frio são bem menos duradouras que as de calor. O vestido vai ficando um pouco curtinho, mas a gente continua usando, já as calças compridas e casacos não dá nem pra disfarçar, elas perdem mesmo. O jeito é improvisar colocando legging com short ou saia jeans e jogando um casaco em cima. Ou usar vestido com meia calça e blusa de manga longa por baixo, como dá pra ver na foto (como ela foi tirada no ano passado, as mangas desta blusa já estão quase no cotovelo da Ísis). É o jeito que a gente dá para termos de comprar o mínimo de peças possível.

...a retirada da fralda fica bem mais complicada. A Laís já completou o processo, apenas temos que correr um pouco mais no frio, para não escapar nada. Já a Ísis ainda tem um longo caminho a percorrer, só fica metade do dia sem fralda. Além disso, ela está tão grande que só uma marca cabe (POMPOM SXG) e fica difícil encontrar às vezes.

...acaba a farra de andar descalço em casa o dia todo. Elas ainda não acostumaram com o chinelo sem elástico atrás e o jeito é colocar as meias antiderrapantes que já estão pra lá de pequenas! Será que pantufas resolvem? Coitada da minha lavadeira que esfrega as meias! Se eu não a tivesse, jogaria todas na máquina direto. Quem duvida?

Bem, além de todas essas razões, eu simplesmente odeio frio e esta razão para mim já é suficiente. quando eu vejo alguém, no verão, dizendo que odeia o calor eu penso que só pode ser maluco e agradeço a Deus por estar suando em bicas!!!!!!!

sábado, 23 de abril de 2011

Aniversário de 3 anos na escola

Este ano resolvemos seguir os conselhos de tia Tania e optar pela simplicidade. Comemoramos na escola, junto com os coleguinhas delas. Apesar de curta, a festa foi bastante animada, todos curtiram muito! Não escapamos dos gastos, embora não tão grandes como se tivéssemos feito em casa, mas o mês foi complicado. Encomendamos um kit festa do lado de casa e o papai ficou encarregado dos cachorros-quentes e sucos. No mais, tranquilidade absoluta, menos cansativo... É claro que sentimos falta dos amigos, mas outras oportunidades surgirão, se Deus quiser! O importante é que a data não passou em branco, apesar dos bolsos vazios...


sábado, 12 de março de 2011

A primeira peça de teatro...a gente nunca esquece!

Hoje Laís e Ísis foram pela primeira vez ao teatro. Elas já assistiram a alguns shows, mas numa sala de espetáculos elas nunca haviam pisado antes. Já tínhamos tentado em outra ocasião, mas a peça foi cancelada e terminamos o dia no parquinho do shopping. Hoje aproveitei a proximidade de casa e o precinho bem camarada para convencer o papai em largar as delícias da TV paga. Foi difícil (a disputa era desigual, uma história infantil contra trocentos canais de filmes) mas conseguimos chegar lá. Eu temia pela Ísis e seu curtíssimo intervalo de concentração, mas escolhi uma história que é bem a cara dela, forte admiradora do céu: “Joaquim e as estrelas”. O sinal tocou três vezes e, ao apagar as luzes, eu não consegui segurar as lágrimas. Mas desta vez, diferente das outras, não foi só pelo texto e encenação sensível, mas principalmente por ter a feliz oportunidade de apreciar o comportamento fascinante das minhas rebentas. Duas ladies, cada uma com seu jeitinho. Laís com seu interesse impenetrável, concentradíssima, e Ísis, participando deliciosamente, não havia espectador que não sorrisse e virasse a cabeça para procurar a dona da voz pequenina que insistia em comentários espantados e risadas gostosas. Ofereci alguns biscoitos a fim de perpetuar o olhar atento, mas a cada vez que eu pensava em intervir de maneira mais enérgica, algo acontecia e ela voltava a prestar atenção. No carro, a Laís dormiu e Ísis, com a programação na mão, tentava recuperar a história através da fotografia. E eu, minha gente, não precisei de câmeras para registrar este momento. Preferi (de novo) deixar as imagens na memória, as palavras neste escrito e dizer só com o olhar: “Filhas, bem-vindas ao mundo da arte!”



segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Chapéu pra tirar foto

Agora virou rotina a Laís me pedir o chapéu e arrastar a irmã: "Tirar foto! Tirar foto!" Até de camisola...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Primeiro dever de casa

No primeiro dever de casa elas foram disciplinadérrimas... Fizeram questão de verificar se as figuras não estavam de cabeça para baixo, de perguntar se estava certo antes de colar e de aceitar que terminou quando esgotou-se o espaço da folha do caderno. Em seguida, não se fizeram de rogadas e exigiram um novo dever, tive de inventar na hora e recortar uns bichos para satisfazer a sede de aula das pequerruchas. A pesquisa era da cor vermelha, mas volta e meia Ísis levanta um objeto de qualquer cor e grita: “É azul!”

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A lua de Ísis

Não foi a primeira vez que você me pediu a lua. Da primeira vez eu achei inebriantemente fascinante este teu desejo incontestável, seu amor platônico por uma falsa estrela. Explica o teu incômodo com a luz do sol? Talvez. A força da figura mítica que não tem luz própria me invadiu e eu pude dizer: “Não dá, filha, tá muito longe...muito longe...” e continuei subindo as escadas te conduzindo pela mão. No entanto, pouco posso te guiar nas agruras do sonho. A lua nos seguiu –de novo- no caminho até em casa, repetindo o trajeto da primeira ocasião, que muito mais cheia, mas reluzente, ficou mais tempo enredada à janela do carro e desta vez você chorou, filha, um choro doído, de coração machucado mesmo quando ela se escondeu atrás de um prédio alto. “Somiu...”  Eu quis ficar triste, mas não pude, o desejo do impossível sempre foi o meu fraco. Quis pegar teclado, caneta ou lápis preto para desandar esta massa onírica de palavra e tatuar teu primeiro pedido epifânico: “Mamãe, eu quero a lua! É minha!” Não senti ter de dizer que está muito longe porque -como eu disse- os amores platônicos, as veredas espinhosas, os desertos intermináveis, o desejo do impossível sempre foi o meu fraco. E agora, filha, estamos mais perto do que nunca...

domingo, 23 de janeiro de 2011

O sequestro do Pessoa

Todos os textos sobre minha lida materna este mês chegaram a se gestar em mim, mas nenhum resultou em parto literário. Hoje, no entanto, ele se impôs e ordenou que o tirasse do anonimato. Sozinha no meu quarto, nesta tarde de domingo, o ar fresco que entrava pela janela me convidava a ouvir uma música que, embora para muitos possa soar como brega, embalou muitas das noites em que passei solitariamente acompanhada. Algo me dizia que o que faltava era trilha sonora para que o texto acontecesse, inspirado num fato e num livro que eu estava lendo. Bem, o escrito não veio em prosa, mas resultou no poema “Sequestro”. O meu livro de cabeceira (O LIVRO DO DESASSOSSEGO) estava ao lado e foi sequestrado pela Laís, que acabara de acordar da sua soneca da tarde. A irmã continuava nos braços de Morfeu. Abriu em qualquer página e fiquei lendo em voz alta pra ela, brincando de ler palavra. Minha pequenina ali, tão entregue à leitura tal qual estivesse ouvindo contos de fada, estranhou quando viu minhas lágrimas, mas não fez alarde. Escolheu outra página. Depois de outras linhas em voz alta, fez pose e tomou posse do livro como objeto seu de prazer e deleite. Fez questão de folheá-lo de maneira imponente na frente do pai e olhando-me de revés. Tive vontade de tirar uma foto mas ela perderia o frescor do momento. Preferi retratar na memória. Foi assim que Fernando Pessoa deixou de ser meu nesta casa.

Manhã de Natal

A abertura dos presentes, na manhã de Natal, também foi uma surpresa boa. As duas soltaram um gritinho delicioso quando viram que era o boneco de sua dupla preferida: Patati e Patatá. A caminho do almoço do dia 25 com os avós e a bisa, fizeram questão de levar a novidade. Chegando lá, Nina prontamente me perguntou: “Foi você que comprou?” Eu respondi na lata: “Não, Papai Noel passou lá em casa!”


domingo, 26 de dezembro de 2010

Rituais natalinos

Este foi o primeiro Natal em que elas realmente participaram. Apesar de termos feito tudo às pressas, conseguimos que esta data não passasse sem seus rituais. A montagem da árvore foi muito gratificante. Elas foram colocando cada enfeite, curtindo a abertura das embalagens, a descoberta de cada item que saía da sacola. Laís, como sempre mais organizada, abria o barbante e pendurava o enfeite com precisão. Enquanto isso, sua irmã tratava de desfazer o que estava pronto, extasiada com os penduricalhozinhos que ostentavam a figura do bom velhinho (“Papai Éu!”, como o chama). Depois de muitas broncas, ela ainda tentou carregar a árvore pela casa e retirava todas as bolas vermelhas, que eram prontamente recolocadas pela irmã, às vezes acompanhadas por beliscões, que a Laís tem um limite de paciência bem miudinho, como ela.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Canseira...

O vocabulário tem aumentado bastante, principalmente para a Ísis, que não tem medo de errar e sai repetindo tudo quanto é palavra que ouve. A diferença é que agora ela já sabe o que está falando, adequa direitinho às situações. Laís está mais reservada, demora para se acostumar aos novos acontecimentos (como sempre), mas também não fica atrás na hora da bagunça. Gosta de mandar, pegar os brinquedos da mão da irmã, o que acaba sempre em brigas... e mordidas. Mas ai de mim se eu for tomar as dores da Ísis, ela me bate e dá bronca: "Paia!"(para), nem parece que acabou de apanhar ou levar mordida... De tanto separar briga, catar brinquedo, varrer papel picado, correr para evitar uma possivel tragédia, etc e tal, só não fico magra por um motivo bem razoável: assim que elas dormem eu ataco a geladeira e vocês devem saber que não é para comer uma frutinha ou um copinho de iogurte! Dá-lhe biscoito recheado, chocolate, refri, pão francês, macarronada com queijo ralado e similares. E depois de um início de noite pra lá de agitado, durmo às duas para acordar às três pela tosse da Laís, que chora até a colocarmos na nossa cama. Daí pra diante é só canseira... Esperemos o sábado e o domingo para corrermos atrás delas (e da bola) na enorme quadra do condomínio, suando em bicas... Ê vidão!!! Se não fossem os assaltos noturnos à geladeira, quem duvida que eu já estaria um filé?

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Repetição...ou não? (Síndrome do papagaio)


Bem, estou mais calma e aceitando melhor algumas coisas... As generalizações continuam e temo me cansar se ficar repetindo incessantemente que aquele animal não é au-au, e sim jacaré, passarinho ou macaco. Para as duas, todo animal é au-au, toda criança é neném, tudo que tem tecla merece um alô e ponto final. Apesar de trabalhar com educação, acho uma chatice ficar repetindo sem parar as palavras para que depois elas mostrem para os outros o que aprenderam... Parece que todo mundo que se aproxima fica querendo testar os conhecimentos da criança, mal nasceu e já está inscrita no vestibulinho: tem que saber dizer quantos anos tem, as cores, os números, etc e tal. Me aconselharam a comprar uns DVDs malucos que ficam repetindo sem parar as mesmas palavras para estimular a fala de bebês. Os tais já ganharam até prêmio! É tão bom que a palavra falada não casa com a imagem mostrada, e repete sem parar sem relacioná-la a alguma coisa que tenha lógica. Como nada é totalmente ruim, aparecem alguns (poucos) quadros lindos de pintores famosos e a música é clássica, igualmente linda! Laís relaxou que é uma beleza, mas acredito que para aprender as cores, não serviu! Comprei uns lápis coloridos e peço para elas pegarem esta ou aquela cor, mas não quero me estressar mais com isso. As palavras tem de aparecer naturalmente, a partir das situações vividas. Só assim farão sentido e serão, de fato, aprendidas. Vale lembrar que elas são crianças, não PAPAGAIOS!

sábado, 24 de julho de 2010

Pílulas de mãe

1. Fiz umas caixinhas de dobradura que aprendi com uma colega de trabalho. Laís brincou de tirar e encaixar de novo as tampas. Quando não consegue, pede minha ajuda. Ísis rasgou, curiosidade em saber o que tinha debaixo do papel usado (eram folhas de rascunho, já impressas de um lado).

2. A febre as faz mais sonolentas e carinhosas. No lugar da agitação, curtem aninhar-se no nosso colinho... três dias de puro aconchego...

3. Inútil distraí-las para que não prestem atenção nos episódios do CSI (o pai vê todos os dias), outro dia Ísis imitava o psicopata da tela, que parecia uma cobra com a língua de fora.

4. Tanta gente querendo perder peso por aí (inclusive eu!) e a Laís consegue fácil esta proeza, a cada consulta ela perde mais um tiquinho. Aposentamos o Sustagen e a pediatra receitou Fortin. É hipercalórico, tão bom que ela toma na mamadeira e recusa o almoço... Ô dificuldade!

5. A conta da farmácia tá maior que o Everest!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Desespero em se comunicar

Ísis resolveu me bater, puxar meu cabelo e me morder quando quer alguma coisa. O que dói (literalmente) é não sabermos o que é. Na maioria das vezes, fome, e é normalmente inútil pedirmos para que ela fale o que quer... "Fala, filha, o que você quer?" O engraçado é que ela já diz muita coisa, mas suponho que seja apenas por repetição, não porque entendeu realmente o que aquilo significa, ainda que só repita determinadas expressões nas situações certas. Será que, por nervosismo ou desespero, não consegue raciocinar na hora? Estão novamente doentinhas, e sem comer quase nada, vomitando a torto e a direito, deve dar mesmo um desespero de fome. A Laís abre logo a boca: "Qué mamá!", mas a irmã ainda precisa gritar e bater. Quando fui a uma palestra sobre surdos, a doutora sempre reforçava que eles, de uma maneira geral, mostram-se agressivos antes de aprenderem LIBRAS. O desespero de não conseguir se comunicar é algo impossível de se imaginar, deve ser muito ruim. Nessas horas tento me controlar e entender o lado da minha princesa. Está crescendo, já compreende muita coisa, mas a comunicação ainda é um grande problema pra ela. Crianças mais novas talvez não se desesperem tanto, o entendimento do que acontece em volta ainda é menor. Além disso, ninguém espera que uma criança de um ano ou de meses fale do que está precisando, a nossa cobrança é maior sabendo que ela já tem mais de dois anos... Bem, enquanto isso a gente continua apanhando, tentando adivinhar o que ela quer... mas sem nunca deixar de perguntar mais uma vez: "O que você quer, filha? Fala!"

domingo, 27 de junho de 2010

Em tempos de doença...é lazer zero!!!

Hoje elas voltaram a comer depois de mais dois episódios de infecção. Depois de sete dias a tosse continua à noite e a Laís vomitou hoje novamente. Não posso dar corticóide, eles têm limite de uso – que já foi mais do que ultrapassado. Na emergência a médica constatou otite e amigdalite na Ísis, mas a outra não tem nada, só catarro. Para eles parece algo tão simples, né? Alguma coisinha sem importância que faz a criança tossir o dia inteiro, não deixa dormir à noite e ainda vomitar o leite...é... não parece nada inofensivo. Estou no meu limite. Os episódios estão colados, às vezes elas ficam apenas dois ou três dias saudáveis. O remédio para prevenir custa 150 reais a caixa para cada uma, é um pó, não pode misturar no leite, nem na comida quente... direto na boca é impossível, elas jogam tudo fora vomitando... Quem tiver uma solução que me indique, mas eu estou seriamente pensando em tirar da creche e deixar em casa... Doentes, eu passo os começos de noite limpando vômitos, cocô, medicando, limpando narinas e inventando meios esdrúxulos para fazê-las comer alguma coisa. A madrugada é certa: acalmando tosses e colocando-as em pé, no colo, para facilitar a respiração. Desse jeito, quem agüenta trabalhar no dia seguinte? No fim de semana, é a mesma rotina, só que 24 horas no ar... Lazer zero! Meu lazer é vê-las dançar na frente da TV!

domingo, 23 de maio de 2010

Diário de uma escarlatina II

Amigos e família,

Não sei se ficou claro, mas apesar das postagens recentes, as informações são antigas. Fiquei um tempo desconectada, mas graças aos meus vizinhos estou de volta. No entanto, escrevi e guardei muita coisa, que estou publicando agora. Portanto, as datas a serem consideradas são as que estão no corpo da mensagem, ok?

Beijos.

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ANIVERSÁRIO EM PEQUENO ESTILO


Sábado, 27 de março de 2010.

Hoje é aniversário das duas e, como Laís ainda não está liberada para a vida lá fora até o fim do antibiótico, faltamos à festa da minha irmã de 6 anos (ela faz anos no mesmo dia) e resolvemos fazer uma festinha particular, só para nós quatro. Pendurei o painel que a tia Vanessa comprou para enfeitar a festa da escola (acabou não rolando), fiz brigadeiro de colher e compramos um bolo. Papai deu um jeito de posicionar a filmadora sem que ninguém precisasse pilotá-la a fim de registrar cada momento do parabéns. Foi difícil chamar a atenção delas para a foto, os coelhinhos do painel estavam mais interessantes. É impressionante como elas se divertiram... Bateram palmas, cantaram, comeram tudo, fizeram bagunça e ficaram tristes de me ver desmontar a parafernália. Laís não queria sair da mesa de jeito nenhum. Mesmo depois de tudo desfeito, ela voltou a sentar na cadeira (alta demais pra ela) e acabou caindo no segundo em que me virei para preparar a última mamadeira da noite. A máquina fotográfica trabalhou pouco hoje, depois de umas poucas fotos, só resolveu voltar a funcionar quando as pimpolhas já estavam dormindo. Bem, elas curtiram tudo, provando que festa de aniversário é sempre importante para qualquer criança, por menor que ela seja, e está tudo registrado, como manda o figurino. Isto é o que eu chamo de uma festa só para os íntimos, o resto é conversa. Uma pequena comemoração para uma pequena família.

Sábado. 03 de abril de 2010.

A doença, para nossa surpresa, segue seu curso e, quando pensávamos já termos nos livrado dela, a danada nos mostrou as garras. O corpo da Laís continuou descamando, começando nas partes ainda não atingidas, as mãos e pés. Uma colega de trabalho já havia me alertado sobre este fato, mas eu, diante da melhora evidente, não levei muita fé. A pediatra solicitou que ela permanecesse em casa até o fim destes sintomas e pediu que a gente controlasse a alimentação, o mais natural possível (ela não gostou nada quando eu disse que as duas comeram chocolate no aniversário). Eu voltando a trabalhar, fica meio complicado, elas devem ficar com o pai até as mãos da Laís descamarem totalmente. Com a movimentação intensa, a pele acaba saindo mais cedo do que devia, quando a de baixo ainda está sensível. Tenho feito massagens com óleo hidratante, como fiz no resto do corpo, mas nas mãos é esquisito, a pele é mais grossa, não funciona muito. Depois do banho é que fica molinha e acaba saindo naturalmente. Nos pés não sei o que fazer, passar óleo não dá, não sei se deixo de meia... Bem, ela odeia meia, vai acabar tirando, então a deixo descalça.

Eu pouco tinha ouvido falar de escarlatina, a não ser na música da bailarina, mas desde que minha filha teve, em todo lugar que comentamos o assunto aparece alguém que já teve. Como os médicos disseram, é bem comum, embora geralmente ela se apresente bem mais branda do que foi na nossa fofinha.

RESPEITANDO OS HORÁRIOS

Desde que voltei do hospital estou mantendo os horários da escola e, para minha surpresa, tive de dar razão ao meu marido, que sempre ficava em cima de mim para que eu respeitasse os horários, que seguisse uma rotina rígida... Agora vejo que ele está certo. Desde então não tenho tido problemas com as refeições – elas comem tudo – nem com a hora de dormir – elas dormem cedo. Tenho tido tempo para brincar, tempo pra mim, pra ver televisão e até para ler. Em contrapartida, como casal quase não estamos brigando, porque a maioria das nossas discussões girava em torno de um mesmo ponto: os horários. Como estou os seguindo à risca, são poucos os problemas. Nossas tarefas também estão melhor divididas. Ele prepara o leite da manhã, faz as compras, lava a louça e coloca o lixo fora. Eu preparo a mamadeira da noite, separo a roupa, dou banho e comida. O resto – que não é pouco – fica a cargo de nossas ajudantes e da escola, nos dias de semana. A rotina rígida me fez perceber que as crianças precisam de hora para tudo, e que isto traz tranqüilidade não só pra elas, mas pra gente também. Sem contar que as tarefas cotidianas, depois que você passa um tempo dentro de um hospital, passam a ter um colorido todo especial. Precisei passar por isso pra perceber como é bom estar em família, rir e dançar com minhas filhas, vê-las pular na barriga do pai ou escalar as estantes... Em qualquer lugar por onde eu passe, jamais serei insubstituível, a fila anda no meu trabalho se eu não estiver lá. Mas aqui, na minha casa, eu sou indispensável. Dois a um para o maridão, ele sempre chamava minha atenção pra isso também. Que bom que não dói nada dar o braço a torcer..

terça-feira, 6 de abril de 2010

Diário de uma escarlatina

Laís está internada com diagnóstico inicial de escarlatina. Pensávamos que não voltaríamos tão cedo aos corredores de um hospital, mas não houve jeito. Já completamos dois dias aqui e só hoje conseguimos desfrutar de uma pontinha de alívio. O quadro era tão feio que era impossível não entrar em desespero. Ela não tinha forças sequer para se sentar, e chorava a qualquer tentativa de tocar sua pele, que parecia queimada de sol. A pediatra também quis descartar a possibilidade da doença de Kawasaki (não sei como se escreve, depois pergunto ao Dr. Google) por isso pediu um ecocardiograma e a avaliação de um reumatologista. O eco deu normal, e o reumato ainda não veio. Acho que esta suspeita não vai se confirmar, ela está sem febre desde hoje cedo. -Ísis permaneceu em casa com a avó. Não pegou por pouco, estava tomando antibiótico por conta de um impetigo surgido no furo da orelha. - Os médicos e enfermeiros só adentram nosso quarto usando máscaras, mas os parentes e amigos que vieram visitar não demonstraram medo nenhum. Hoje, distraída com a lousa mágica que ganhou da tia-avó, Laís conseguiu suportar o incômodo do antibiótico na veia. Já brinca, os olhos desincharam, está menos vermelha e não reclama mais quando a tocamos. A pele descama em demasia, e afasta aquela “carinha de doente” que nos fazia tremer de medo de perdê-la. No entanto, sabemos que ainda há uma caminho a percorrer em direção a um completo restabelecimento, mas já não choro só de examinar seu rostinho... Meu olhar agora é de alegria, procuramos brincar com ela e esquecer que, de agora em diante, o mais importante é fazer com que este momento seja o menos doloroso possível... Quem sabe amanhã estaremos de volta para casa?



Domingo, 21 de março de 2010.

Estamos em casa. No carro, a caminho de casa, Laís não podia conter sua gargalhada, ficou radiante de ver o sol. Depois de quatro dias enclausurada, até eu perdi a noção da vida lá fora. Você não sabe se está chovendo, se está calor ou frio... No entanto, eu agradeci a Deus por ter ficado tão pouco tempo. Algumas mães passam seus dias e noites direto em hospitais. Peço perdão por ter reclamado.

Terça-feira, 23 de março de 2010.

Laís está bem melhor, a única coisa que a incomoda agora são as roupas, já que seu corpo está todo descamando e o calor reina. (Lá no hospital ela ficava no ar condicionado o dia inteiro, mas aqui em casa não dá. Na verdade também não queremos, nem eu nem ela. Ficamos tempo suficiente a janelas fechadas, sem sentir brisa nem ver a luz do sol. O pai ainda saía, mas eu sequer desci ao andar térreo) Portanto, ela só quer ficar assim: PELADA. E com a fralda arriada até o meio do bumbum. Volta e meia está se coçando e arrancando as pelinhas. Até a Ísis tem se ocupado em descascar a irmã.

Quinta-feira, 25 de março de 2010.

O antibiótico que a Laís está tomando é um veneno pra mim. Antes o receitado foi a amoxacilina, mas eu também sou alérgica. Não houve jeito. Tenho que dar claritromicina duas vezes ao dia. Ela não é muito boa de tomar nem vitamina C, que dirá qualquer outra coisa que não seja sorvete de creme, único doce que ela gosta. Fora a preferência pelo sabor salgado, Laís também tem como característica sua imensa força. Na madrugada era necessário às vezes três enfermeiras para segurá-la. Eu nem tento, chamo logo o pai. É ele quem segura para tirar sangue, levou pra furar a orelha... Nestas horas eu só faço chorar. Só que hoje, infelizmente, ele não estava e eu levei uma bela cusparada dentro do nariz! Mais cinco minutos e... pronto! A minha garganta já estava grossa, arranhando. Deixei as duas com a avó e corri para o hospital. Invadi a enfermaria, nem deu tempo de esperar o médico me chamar, tamanho o meu desespero. Edema de glote não era o melhor jeito de me lembrar daqui a algum tempo que a minha filha, aos dois anos, era campeã em cuspe a distância. Agora à noite, improvisei uma máscara usando uma toalhinha de mão e uma tiara. Aquelas que são vendidas nas farmácias são feitas de TNT e confesso que pensei: “E se alguma gotinha ultrapassa o tecido?” Quem já teve uma reação alérgica desse porte entende a minha neurose... Aos outros, eu desejo que nunca passem por isso. E, novamente, agradeço a Deus: ainda bem que a reação foi em mim, e não na minha filha! Já pensou? Ela ainda nem sabe falar...

Sexta-feira, 26 de março de 2010.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

De brinquinho!













Quando as duas nasceram, bem que tentamos furar as orelhinhas, mas o medo bateu à porta mais uma vez. Na clínica de vacinação, a enfermeira disse que a dona do estabelecimento proibia esta prática, pois o barulho da pistola fazia mal às crianças... O preço em outros lugares era uma quantia pra lá de astronômica, o que desanimou mais ainda, junto com o dó e as penas do ouvido sensível de nossas prematurinhas. Hoje já maduras, em pé, levamos as duas na farmácia ao lado - nossa vizinha de porta nos indicou um rapaz muito expriente na coisa - para realizar o sonho de seu pai, que já estava azucrinando meus ouvidos de tanto pedir, queria vê-las de brinquinho... Fiquei no balcão enquanto o pai entrou com a Laís. A-PA-VO-RAN-TE!!! Alguns minutos depois o choro era tanto que eu decidi entrar, pronta para assumir meu arrependimento. Mas já estava no fim. Ela, vermelha, em soluços, inchada, precisou de mais um tempo no colo do pai para se acalmar. Já eu,uma pilha por dentro, tentava conversar com os funcionários para ver se me distraía, mas de pouco adiantou. Do jeito que sou, e quem me conhece sabe, não demonstrei, sentir já estava de bom tamanho. Ísis deu menos trabalho, mas depois ficou chorosa e querendo cutucar o brinco o tempo todo. Subi as escadas tecendo meu verbo interno: "Eu não devia ter feito isso..." Elas estão felizes, bonitas, mas continuo funcionando à base de um combustível nada barato: o medo. O anti-séptico tem anestésico e já pintou nova neura:será que elas são alérgicas a esta substância? Se tem ou não fundamento, vamos esperar para ver. Depois eu conto...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

IN-TENSO (OU VIGÍLIA)


Tudo mais in-tenso
os ódios
e remorsos
as letras das canções
os acessos de raiva
e o tamborilar dos dedinhos
nos meus
ao sabor das notas
que tocam
e me tocam
agora mais in-tensa
e imensa-mente.
Os pingos de chuva
as tintas
que pintam as
palavras do meu dia
ou as telas
da minha parede.
Há quem observe
atenta-mente
o que era objeto
só meu
de contemplar.
Há quem ame
escute
cante
sorria
comigo.
E vire o seu olhar
na mesma direção
que o meu.
E de longe enxergue
algo que ninguém viu
mas eu vi
a quatro pequeninos olhos
emprismesmados
nas suas mais di-versas
formas:
num achegar-se de ombros
ou num choro sentido
que para
apertado no
a-braço
quente, só de
pegá-la nos braços
e esquecer tudo
que ninguém viu
mas eu vi
num tamborilar de dedos
ao som de uma canção
qualquer.

(Dia 30 de dezembro de 2009, depois que Laís, ao som de Vigília, observava a tela que ganhei de Natal na minha parede alta. Ao mesmo tempo, tamborilava os dedinhos nos meus, no ritmo da canção. Depois pegou seu paninho, aninhou-se no meu colo e dormiu.)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Reflexo no espelho


Os filhos são o reflexo dos pais no espelho? Talvez sejam, mas na água, não só invertido, mas turvo e principalmente, em movimento di-verso.

Meu pai gosta de ler jornal e revista, de ouvir música e é cinéfilo de carteirinha. Eu também. Minha mãe adora programa de entrevistas, espetáculos de dança e lê todo dia antes de dormir. Eu também.

Estudei música e abandonei, comecei tarde a realizar o sonho do meu pai, que não passou de apreciador. Prestei vestibular para cinema e não passei. Também dancei balé dos 7 aos 12 anos, mas não fui além disso.

Escrever e ler, no entanto, para mim é como colocar oxigênio para dentro e gás carbônico para fora, é vital. Meu avô tinha uma biblioteca com uma estante que ia até o teto. No entanto, todos os netos passaram por ali e nenhum coleciona pilhas de livros como eu.

Hoje minhas filhas já vão fazer dois anos, não sabem falar ainda, demoraram para andar, mal seguram a mamadeira sozinhas... Mas há algo que elas fazem com extrema maestria: folheiam as páginas dos meus, dos seus e dos nossos livros como ninguém, sem amassá-las ou rasgá-las. Não é que não haja livros rasgados. Como são a principal diversão aqui em casa, as duas brigam por eles, o que acaba causando os estragos. Mas os livros continuam, sempre, acessíveis. Há quem me condene por isso, dizendo que assim elas não aprenderão a conservá-los, mas discordo. Maior prejuízo é ficar longe deles. Mais tarde, tenho certeza que elas terão suas estantes de tesouros e sairão sempre à caça de outros. Como eu.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Escovando os dentinhos



Nunca pensei que fosse tão difícil escovar os dentes de uma criança pequena. Abandonei as dedeiras quando elas começaram a morder meu dedo direto! De dedo roxo, comprei duas escovinhas lindas! O creme dental sem flúor vai direto pra dentro, elas engolem, deve ser gostoso (confesso que nem provei). Quando havia só dentes na frente era mais fácil, mas agora... Os de trás elas reclamam de escovar, trancam a boca e não há quem abra! Então, dei meu jeito, pego a minha escova de dentes, fico em frente às duas para que elas imitem meus movimentos. Os vizinhos que me veêm da janela devem pensar que sou maluca, porque as caretas que faço são muitas... As duas morrem de rir, mas imitam. Até que deu certo. Difícil é tirar a escova da mão delas depois disso, é um tal de passar no cabelo, mastigar as cerdas...vira brinquedo. É o jeito, fazer o quê?

sábado, 28 de novembro de 2009

Dodói de uma, dodói de outra


Agora foi a Ísis que caiu doentinha. Pegou a mesma virose da irmã. Mesmo que a gente tente protegê-las e evitar muito contato, é inevitável, as duas acabam ficando doentes ao mesmo tempo ou logo depois. Desde que elas nasceram, acontece direto. Geralmente dois ou três dias depois uma gêmea tende a companhar a outra nos dodóis da vida. Já estão acostumadas a dividir tudo, dividem os remédios também. Neste caso foi diferente, a segunda demorou a apresentar os sintomas, mais de uma semana depois. Ainda bem que foi no fim de semana e de maneira bem mais leve. Já pensou ter de faltar ao trabalho duas semanas seguidas? A pediatra já tinha receitado uma fórmula homeopática pra tratar a febre da primeira, então, nem pensei duas vezes: dei logo, ao menor sinal de aumento na temperatura. Funcionou, ela nem chegou a 38º, muito menos perto do febrão que a irmã teve. Isso já tem três dias e até agora não precisei lançar mão do antitérmico. Ela já tinha consulta marcada mesmo, para renovar o remédio da homeopatia, caiu como uma luva. Temo que isto aconteça mais vezes quando as duas entrarem na escolinha. Dizem que é uma virose atrás da outra. Será? Ou depende da imunidade de cada criança. É uma questão para se investigar...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Quem segura o medo?


Minha Laís acaba de sair de um febrão e não fiz outra coisa a não ser sentir medo, esses três dias. O cansaço corre ao lado, falta de descanso tanto à noite quanto de dia. A pediatra estava calma depois que a viu, mas confessou que também se assustou. De qualquer modo, tomei uma decisão de não ficar mais sofrendo e levar direto no pronto socorro para fazer os exames. Ficar acordada até a fim do efeito do antitérmico é de desgastar qualquer um. Ainda mais neste caso, que o remédio estava a deixando apenas com febre mais baixa, não estava voltando à tempertaura normal. Haverei de superar estes medos? Acho que não. Prematuras como são, os medos me assaltam de tal maneira que até os passeios me causam temor: acidentes na Brasil, desidratação, choque térmico, afogamento, quedas... O que mais me assusta? Tudo! Sem contar na culpa que sinto por ter vontade de estar trabalhando... Serei eu uma mãe normal? Eu me canso, as outras mães parece que não, mas eu sim e tenho uma baita saudade do trabalho quando tenho de ficar em casa... Quem quiser, que atire a primeira pedra...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Jardim en-cantado




Sou um jardim comum,
mas de dentro de mim
brotaram
duas flores muito especiais.

Mais precisamente
numa tarde de março,
ensolarada,
em meio a muita balbúrdia
e confusão.

Desde aquele dia
ocupo-me de desvendar
seus mistérios
e cuidá-las.

Cada minuto é uma surpresa!
Descubro que cada uma
tem seu jeito de me olhar,
de se chegar a mim.

Uma de gargalhada aberta,
a outra de sorriso doce...
Cada uma tem seu perfume,
seu canto, seu gesto,
e até sua melancolia.

E por serem assim,
tão diferentes,
é que as amo cada dia mais.
E bendigo aquela tarde de março.

A partir de então,
borboletas me rodeiam,
pássaros cantam
como nunca antes,
tão intensamente.

E a minha mais recente descoberta
é que já não sou mais
um jardim comum,
tenho um en-canto só meu.

Hoje, no entanto,
elas completam sua primeira primavera
e não ouso mantê-las em redoma
sob o risco de sufocá-las.

Devo apresentá-las ao mundo:
Ísis, dália suprema.
Laís, a rosa do povo.

06/01/2009

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Primeiro Poexistência

Caros amigos do Poexistência,

Acho que estas palavras não nascerão em forma de versos, mas pouco importa. São seis da manhã e desisti de lutar com elas, que me sobem ao teclado e à garganta. Desde às três venho tecendo entre os lençóis algumas palavras sobre o momento de ontem. Graças a vocês, a existência das minhas pequenas não será apenas mais uma entre tantas outras. Assim como a de vocês eu sei que também não é. Vocês fazem diferença no mundo. Graças a vocês e suas sutis delicadezas, elas comerão o poema mesmo antes de dar os primeiros passos e não sonharão a vida toda em ser fiscal de rendas. Como um galo tecendo a manhã elas criarão novas tramas, de arte ou não, mas fazendo com que de cada dia de vida ou de labuta se teça um fio novo de beleza, ainda que deles faça parte este sofrer que nos caracteriza. Estas palavras talvez já estejam gastas, mas ainda acredito, como disse um poeta de versos infantis, que os brinquedos se gastam, mas as palavras não, quanto mais a gente brinca com elas mais novas elas se tornam. Graças a vocês elas terão sempre novas palavras para brincar. Assim como nós estávamos atentos em descobrir o que era “ilharga” (é assim que se escreve?). Será uma ilha larga? Sim, amigos, nossa ilha é muito larga para caber todos os sonhos do mundo, todas os versos de todos os poetas que talvez não tenham entrado na Academia Brasileira de Letras, mas estão no lugar mais importante, no coração e na mente da gente, que sente o poema antes de procurar a palavra no dicionário. E inventa, inventa...porque têm a arte nas ventas... Obrigada por estas horas de deleite e ...até o mês que vem!

26/04/2009, depois do primeiro Poexistência de Laís e Ísis

Dez coisas que foram lindas:

1.Roberto lendo o poema que a Ísis comeu, dizendo que ela escolheu aquele, e tinha que ser lido. Ao terminar a leitura, todos concordaram que foi uma excelente escolha;
2.Ísis falando durante as leituras, afirmando “ã”;
3.Tia Tânia escrevendo um poema na hora para as duas (As gêmeas chegaram);
4.Tia Marta lendo pra Ísis o livro de banho imitando a voz do tubarão;
5.As duas explorando o espaço livre, sem restrições;
6.Laís tímida (vê se pode?),depois se soltando; e encostando a cabeça no peito do pai;
7.Papai sentado no chão brincando com as duas;
8.A gente descobrindo as palavras do Hilda Hilst;
9.Encontrar um poema chamado “Meninas” no livro da Viviane Mosé (tudo a ver com elas);
10.Ísis tentando andar, um pouquinho pelas mãos de cada um.

domingo, 8 de março de 2009

Sugestões de presentes

Como muitos convidados da festa de 1 aninho têm me perguntado o que precisamos ganhar, os tamanhos, etc, resolvi fazer uma lista com algumas sugestões. Elas já têm muitos brinquedos, preferimos outras coisas...Para evitar repetições, peço que se apessoa escolher algum item específico, deixe um comentário que eu vou tirando. De qualquer maneira, é bom que os convidados também leiam os comentários, pois pode ser que eu não tenha modificado os itens ainda... Beijão!

Tamanho da roupa: 1 ou 2 anos
N° do sapato: 18, 19 ou 20
Fralda: M ou G

Mamadeira com alça
Casacos de moletom abertos na frente e com capuz
Copos de treinamento
Sabonete líquido Baby boti
Toucas
CD Pra gente miúda II
Pantufas
Camisolas
Totoca
Livro de banho
Outros livros....
Bolsa térmica

domingo, 28 de dezembro de 2008

Cadê meu leite?


Engraçado que agora, as duas já não se contentam em apenas receber a comida. Querem pegar a colher e colocar na boca, enfiar a mão no prato...É uma sujeira sem fim, mas necessária. Dificilmente elas aceitam a comida se não for desse jeito. Às vezes eu deixo, mas depois de tomar banho...ninguém merece! É comida no nariz, no olho, na MINHA roupa, no sofá, voando...! Laís então, quando a gente não faz o que ela quer, exercita seu cuspe a distância. Ísis é mais discreta: finge que está com sono pra não comer, mas quando vê que estou limpando a boca e tirando o babador, fica serelepe novamente. Tá pensando o quê? Todo dia essa gororoba! Cadê meu leite?

Primeiras papinhas


Bem, estou meio atrasada nas postagens, mas desde que começaram a comer, sobra pouco tempo para fazer qualquer coisa... Quando se termina uma refeição, já está na hora da próxima!

Começaram as papinhas! Laís, que não gostava nada de mamadeira e ficava horas de barriga vazia numa boa, mostrou que seu negócio é mesmo uma colher... Abre bem a boca e come tudo. O peso, que dos 5 para os 6 meses só aumentou 100 gramas, já não me preocupa mais. Comendo ela engordou mais de 700 gramas ao completar 7 meses. Suco é que ela não quer saber. O pai faz de laranja, melancia, mas não adianta. O que ela melhor aceitou foi o de manga! Logo este que eu simplesmente DETESTO!

Já a Ísis foi bem diferente. Demorou para se acostumar com a colher, cuspia tudo, colocava a língua pra fora... Bênção foi ter colega de trabalho fonoaudióloga. Ela me ensinou o movimento, jogando a comida para o céu da boca e outra colega me indicou uma colher maravilhosa. Falou a voz da sabedoria e a voz da experiência. Depois que aprendeu a comer ficou gulosa, chora quando a gente passa do horário. Mesmo assim, ainda coloco menos quantidade no prato dela.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Primeiras compras



Este mês Claudio não fez mais as compras sozinho, a família toda acompanhou. Elas foram no baby bag (a foto foi tirada antes de sair)e levamos nossa secretária. Não preciso dizer que foi um sucesso, preciso? Tudo quanto é funcionário do mercado ajudou. As duas não sentam ainda e não puderam usar o carrinho com bebê conforto que eles têm lá. Passaram a maior parte do tempo dormindo... Depois deste dia já fomos ao shopping do mesmo jeitinho, só ficou difícil carregar a bolsa, estava muito pesada, vovô Tage teve de levar!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Primeiro Dia dos Pais

Estava eu folheando com minhas pimpolhas o livro “Exercícios de ser criança” de Manoel de Barros – elas gostaram, o livro é colorido, mas ainda não puderam ver as cores das palavras, ainda mais bonitas que as ilustrações (ou eu é que, pretensiosamente, achei isso) – quando me dei conta que elas vieram dos despropósitos: fora de hora, fora de peso, fora de lugar... Igual a mim, nem precisei ensinar, as duas já nasceram sabendo carregar água na peneira, como toda criança. Só que os adultos tratam de tirar isto delas antes mesmo que possam falar. Aqui não. Por isso, o primeiro presente do primeiro Dia dos Pais é um convite aos despropósitos. Será que ele vem?

ESCOLA DE DESPROPÓSITOS

Viemos para te ensinar os despropósitos.
Há quem cuspa,
não goste,
despreze.
Mas a gente gosta.
E para você que não costuma se ligar
nos olhares perdidos,
nós saímos do tom.
Não viemos com bula ou
manual de instrução,
mas tomamos medicação!
Algumas coisas se pode controlar,
como quando se banhar
ou a hora de alimentar,
mas a nossa fome
é fora de hora.
E para você que não costuma se ligar
nos silêncios,
vai se prender no sorriso que brotar dele.
Viemos para te ensinar
a fazer poesia na sua humilde matéria.
E se você não souber onde ela se esconde,
a gente mostra.
Pode dar numa caverna escura,
bem diferente das luzes coloridas da TV,
mas a gente te guia.
E se você tiver medo, pai,
pode deixar que a gente te abraça.
Dá a mão!

(28 JUL 2008)

Livros e mais livros...

Ísis, em sua primeira incursão pelo mundo dos livros, saboreou a folheada de páginas por nossos pobrezinhos livros de arte comprados na banca. Agora fica olhando direto pra estante até a gente abrir algum para ela ver. Papai mostra os livros de receita, quer que ela aprenda a cozinhar desde cedo!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Que lindos sorrisos!




As duas começaram a rir quando se brinca ou conversa com elas. Primeiro foi a Laís, já no início do 3° mês, depois a Ísis, que começou agora. Tem coisa mais linda? Até às 4 da matina a gente fica de bom humor!

Que saudades!

Muito tempo depois...

Nossa, estou há um tempão sem escrever nem publicar foto, elas consomem todo o nosso tempo. É remédio, fralda, banho, pediatra, vacina...

domingo, 25 de maio de 2008

Vacinação

Na 4a feira dia 22 de maio as meninas tomaram a BCG e hepatite B. Voltaremos semana que vem para tomar as que restam... Coitadinhas, quem agüenta tanta vacina?